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É urgente largar o comando, só dessa maneira poderemos sonhar com a igualdade e com a divisão real das tarefas, mas é preciso interiorizar isto e aceitarmos, quem sabe até com algum contentamento, que vamos perder um óptimo motivo para nos queixarmos, que já não vamos ter tantas razões para nos sentirmos infelizes e vitimas e acreditar que existem um milhão de outras coisas que nos tornam apetecíveis e indispensáveis, fora de casa ou da cozinha.

Período, menstruação, história... Sei lá quantos termos existem. A verdade é que arranjamos mil códigos para não dizer o nome mesmo, e quando chega a nossa altura do mês fazemos tudo para tentar ser discretas. Porquê? Porque é feio outra pessoa imaginar que estamos a sangrar entre as pernas?
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O que, para mim, não é compreensível, é todo o drama que se cria à volta de uma decisão pessoal. Uma pessoa decide não se maquilhar, como poderia decidir não fazer a depilação ou não usar saltos altos, e todos lhe caem em cima. Títulos a criticar a imagem da cantora são aos montes. Que não lhe fica bem. Que fica com um ar frágil. Que parece doente. Ora bolas, doente? Mas quando é que uma pessoa, por ter algumas imperfeições e não ter 200 camadas de base na pele, parece doente?

Há uma coisa que ele adora: dançar. Tanto, que eu já o (pres)sentia desde que ele habitava a minha barriga. Tanto, que dança a passear pela rua, a meio da refeição, no metro, no duche, no supermercado e até a dormir. Sem pudor ou receio de comentário preconceituosos. Ri-se quando lhe dizem que o “ballet não é para rapazes” e responde que não é qualquer um que passa os dias a dançar com miúdas giras.

A Barbie era alta, loura, magra, rica (por casamento com o Ken), tinha caniches cheios de laçarotes, centenas de malas e sapatos de todas as cores e carros descapotáveis... uma dondoca fútil, dependente e submissa. Era, no fundo, a representação patriarcal perfeita de como o mundo ocidental via a mulher ideal. A verdade é que, aos poucos, a Barbie foi mudando. Ela mudou porque o mundo foi mudando e porque as mulheres que lutam pela igualdade de género a obrigaram a mudar.
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Voltou à praia e às recordações. Relembrou os olhos da mesma cor e da mesma raça que, duas décadas antes, o haviam resgatado. Recebera uma vida simples de trabalho, amor e conversas. Aceitara a ausência de projectos futuros, esgotados nas origens. Reinventara-se no dia em que acordara na areia, com a pele gretada por um sol teimoso, exigindo que se apressasse.
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Anália Torres, socióloga e feminista, herdou o nome da avó que lhe ensinou as coisas mais importantes que aprendeu na vida. Nesta entrevista ajuda-nos a perceber a origem das desigualdades entre homens e mulheres e o caminho a percorrer para que se dissipem. Um luxo e um prazer, ouvi-la.
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Entrevistas Destaques

  1. Porque te amas?
Amo-me já aceitei que não temos de ser perfeitas para sermos felizes.  
  1. Já qu...

ULTIMAS CRÓNICAS

É urgente largar o comando, só dessa maneira poderemos sonhar com a igualdade e com a divisão real das tarefas, mas é preciso interiorizar isto e aceitarmos, quem sabe até com algum contentamento, que vamos perder um óptimo motivo para nos queixarmos, que já não vamos ter tantas razões para nos sentirmos infelizes e vitimas e acreditar que existem um milhão de outras coisas que nos tornam apetecíveis e indispensáveis, fora de casa ou da cozinha.

Período, menstruação, história... Sei lá quantos termos existem. A verdade é que arranjamos mil códigos para não dizer o nome mesmo, e quando chega a nossa altura do mês fazemos tudo para tentar ser discretas. Porquê? Porque é feio outra pessoa imaginar que estamos a sangrar entre as pernas?
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O que, para mim, não é compreensível, é todo o drama que se cria à volta de uma decisão pessoal. Uma pessoa decide não se maquilhar, como poderia decidir não fazer a depilação ou não usar saltos altos, e todos lhe caem em cima. Títulos a criticar a imagem da cantora são aos montes. Que não lhe fica bem. Que fica com um ar frágil. Que parece doente. Ora bolas, doente? Mas quando é que uma pessoa, por ter algumas imperfeições e não ter 200 camadas de base na pele, parece doente?

Há uma coisa que ele adora: dançar. Tanto, que eu já o (pres)sentia desde que ele habitava a minha barriga. Tanto, que dança a passear pela rua, a meio da refeição, no metro, no duche, no supermercado e até a dormir. Sem pudor ou receio de comentário preconceituosos. Ri-se quando lhe dizem que o “ballet não é para rapazes” e responde que não é qualquer um que passa os dias a dançar com miúdas giras.

Crónicas Destaque

Esperam que sejas magra. Atlética. Que corras todos os dias. Ou dia sim, dia não, vá. De depilação feita e unhas coloridas. Que faças bolos ao sábado. E que não tenhas as raízes do cabelo por fazer. Esperam que te comportes bem e que nunca bebas um copo a mais para não caíres em figuras ridículas. Que nunca sejas daquelas que urina entre dois carros, no meio do Cais do Sodré.

A partir do momento em que viram o meu corpo inerte, ninguém perguntou onde estava o filho da puta que acabou com os meus sonhos, as minhas esperanças, a minha vida. Não, preferiram começar a fazer-me perguntas inúteis. A mim, podem imaginar? Uma morta, que não pode falar, que não se pode defender. Que roupa estava a usar? Porque é que estava sozinha? Porque é que uma mulher quer viajar sem companhia?

Carol perdoa-lhes: acham que podem opinar sobre o teu decote, sobre o teu peito. Acham que têm o direito de te dizer o que podes ou não vestir #nomeudecotemandoeu

São poucos os homens que sabem, na verdade, fazer um minete. Até porque não existe realmente uma técnica infalível ou matemática para a execução de uma coisa tão íntima, quanto pessoal. São poucas as mulheres que se entregam ao supremo gozo de serem beijadas, adoradas, sorvidas, numa rendição despudorada e orgulhosa da sua feminilidade.

Ultimos Artigos

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Passeando por uma das minhas livrarias preferidas de Bruxelas - Tropismes - foi primeiro o título que atraiu a minha atenção: direto, sem rodeios - Les putes voilées n'iront jamais au Paradis! . A capa não tem imagens, nem desenhos. A editora - Grasset - percebeu que o título dizia tudo e que a atenção do futuro leitor não precisava de mais.

Artigos Mais Vistos

Kesha alega que durante dez anos foi abusada verbal e fisicamente, foi várias vezes forçada a consumir drogas para se desinibir, a interpretar temas onde não se revia, impedida de gravar as suas próprias letras e músicas e obrigada a seguir um caminho artístico muito diferente do registo que ambicionava e ambiciona para si. Sempre apavorada pelas ameaças que Dr.Luke lhe fazia, caso ela contasse a alguém o que se passava. Como prova da tortura psicológica sofrida, Kesha descreveu em tribunal um episódio onde Dr.Luke afirma que mataria o seu cão. Também era recorrente dizer-lhe que arruinaria a sua carreira.
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