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No que realmente importa não somos assim tão diferentes.Esqueçamos as diferenças culturais, as pequenas nuances e concentremo-nos nisto: somos todos humanos. E, como humanos, somos todos vítimas do terrorismo e devemos unir-nos neste momento de dor. Não façam o que os terroristas querem, não os ajudem a espalhar o ódio.

“Ó Sónia, em vez de defenderes os cãezinhos, tem mas é filhos, pá!”, “A Sónia defende os refugiados mas é porque eles nunca lhe tiraram o trabalho”, “ Não percebo porque é que és assim, tão feminista…As mulheres já não têm direitos que cheguem?!”. Caríssimos, não há “direitos que cheguem”. Há direitos, há prerrogativas, porque tem que existir liberdade em cada um de nós. Não há direitos que cheguem se não são realizados.

Sim, tenho pneus. Sim, tenho barriga. Sim, tenho celulite. Sim, visto roupas de tamanhos grandes. E daí? Não fico afectada por me ver ao espelho. Tento não comer coisas que me façam mal. Nem sempre o consigo, sou gulosa assumida. Mas ando que me farto. Durmo as horas recomendadas. Bebo água aos litros. Tenho uma vida minimamente activa. O que interessa se tenho peso a mais? A mim nada.

A política do medo foi cabeça de cartaz da campanha do “Leave”, realizada à moda de uma cruzada anti-imigração. E as vozes do ódio ouvem-se sempre mais alto. Durante anos tive medo de dar a mão à minha namorada na rua, hoje em dia, aqui, questiono-me se tenho que parar de falar qualquer outra língua que não Inglês por medo de represálias. Já testemunhei uma dose saudável de assédios verbais e físicos, assim como já fui alvo dos mesmos simplesmente porque me ouviram a falar ‘estrangeiro’.

Quando se tem um objectivo e o que mais queremos é alcançá-lo, as adversidades são encaradas de frente. Os obstáculos tornam-se desafios. Os problemas diluem-se nas soluções que encontramos. Os resultados surgem com o empenho e com a não desistência. O que pretendemos depende da persistência e do positivismo com que encaramos as situações. Da força de vontade. Do acreditar que é possível.

Aquilo que realmente torna a polémica e os comentários a este filme verdadeiramente perigosos é que há palermas que dizem que, por ter mulheres nos papéis principais, este é um filme feminista, feito por feministas, com o objetivo de diminuir os homens e dar cabo da infância aos pobres dos espectadores. Desde logo, para que percebam de uma vez por todas, feminismo não é o contrário de machismo.

O extraordinariamente poderoso Diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI), uma organização internacional que gerou extrema pobreza e injustiça económica pelo mundo, foi acusado de violar uma empregada de hotel, por coincidência, uma imigrante africana, numa luxuosa suite de um hotel em Nova Iorque. Dois mundos em colisão frontal. Noutros tempos, a palavra d’Ela teria sido irrelevante, desconsiderada face à D’Ele. Provavelmente, Ela nem teria feito queixa. Ou então, a polícia teria ignorado a queixa e não teria detido Dominique Strauss-Kahn já dentro do avião com destino a Paris. Mas Ela fez queixa.

Anália Torres, socióloga e feminista, herdou o nome da avó que lhe ensinou as coisas mais importantes que aprendeu na vida. Nesta entrevista ajuda-nos a perceber a origem das desigualdades entre homens e mulheres e o caminho a percorrer para que se dissipem. Um luxo e um prazer, ouvi-la.
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  1. Porque te amas?
Amo-me já aceitei que não temos de ser perfeitas para sermos felizes.  
  1. Já qu...

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No que realmente importa não somos assim tão diferentes.Esqueçamos as diferenças culturais, as pequenas nuances e concentremo-nos nisto: somos todos humanos. E, como humanos, somos todos vítimas do terrorismo e devemos unir-nos neste momento de dor. Não façam o que os terroristas querem, não os ajudem a espalhar o ódio.

“Ó Sónia, em vez de defenderes os cãezinhos, tem mas é filhos, pá!”, “A Sónia defende os refugiados mas é porque eles nunca lhe tiraram o trabalho”, “ Não percebo porque é que és assim, tão feminista…As mulheres já não têm direitos que cheguem?!”. Caríssimos, não há “direitos que cheguem”. Há direitos, há prerrogativas, porque tem que existir liberdade em cada um de nós. Não há direitos que cheguem se não são realizados.

Sim, tenho pneus. Sim, tenho barriga. Sim, tenho celulite. Sim, visto roupas de tamanhos grandes. E daí? Não fico afectada por me ver ao espelho. Tento não comer coisas que me façam mal. Nem sempre o consigo, sou gulosa assumida. Mas ando que me farto. Durmo as horas recomendadas. Bebo água aos litros. Tenho uma vida minimamente activa. O que interessa se tenho peso a mais? A mim nada.

A política do medo foi cabeça de cartaz da campanha do “Leave”, realizada à moda de uma cruzada anti-imigração. E as vozes do ódio ouvem-se sempre mais alto. Durante anos tive medo de dar a mão à minha namorada na rua, hoje em dia, aqui, questiono-me se tenho que parar de falar qualquer outra língua que não Inglês por medo de represálias. Já testemunhei uma dose saudável de assédios verbais e físicos, assim como já fui alvo dos mesmos simplesmente porque me ouviram a falar ‘estrangeiro’.

Crónicas Destaque

Esperam que sejas magra. Atlética. Que corras todos os dias. Ou dia sim, dia não, vá. De depilação feita e unhas coloridas. Que faças bolos ao sábado. E que não tenhas as raízes do cabelo por fazer. Esperam que te comportes bem e que nunca bebas um copo a mais para não caíres em figuras ridículas. Que nunca sejas daquelas que urina entre dois carros, no meio do Cais do Sodré.

A partir do momento em que viram o meu corpo inerte, ninguém perguntou onde estava o filho da puta que acabou com os meus sonhos, as minhas esperanças, a minha vida. Não, preferiram começar a fazer-me perguntas inúteis. A mim, podem imaginar? Uma morta, que não pode falar, que não se pode defender. Que roupa estava a usar? Porque é que estava sozinha? Porque é que uma mulher quer viajar sem companhia?

Carol perdoa-lhes: acham que podem opinar sobre o teu decote, sobre o teu peito. Acham que têm o direito de te dizer o que podes ou não vestir #nomeudecotemandoeu

São poucos os homens que sabem, na verdade, fazer um minete. Até porque não existe realmente uma técnica infalível ou matemática para a execução de uma coisa tão íntima, quanto pessoal. São poucas as mulheres que se entregam ao supremo gozo de serem beijadas, adoradas, sorvidas, numa rendição despudorada e orgulhosa da sua feminilidade.

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Grávidas saudáveis sem contra-indicações de exercício físico são encorajadas a praticar exercício físico regular. Esta prática regular permite melhorar a saúde da mãe e do bebé e evita o surgimento de algumas doenças relacionadas com a gravidez, como hipertensão e diabetes. Além disso, permite um controlo do peso durante as 40 semanas.

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Kesha alega que durante dez anos foi abusada verbal e fisicamente, foi várias vezes forçada a consumir drogas para se desinibir, a interpretar temas onde não se revia, impedida de gravar as suas próprias letras e músicas e obrigada a seguir um caminho artístico muito diferente do registo que ambicionava e ambiciona para si. Sempre apavorada pelas ameaças que Dr.Luke lhe fazia, caso ela contasse a alguém o que se passava. Como prova da tortura psicológica sofrida, Kesha descreveu em tribunal um episódio onde Dr.Luke afirma que mataria o seu cão. Também era recorrente dizer-lhe que arruinaria a sua carreira.
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