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Os feministas não-praticantes são pessoas decentes. Acreditam que todos devemos ter oportunidades iguais, que não devemos ser discriminados com base no sexo com que nascemos. Os feministas não-praticantes são contra o despedimento de uma mulher só por estar grávida, são contra o assédio sexual no emprego, são conta a desigualdade de ordenados entre os sexos. Os feministas não-praticantes ajudam uma vítima de violência doméstica, se o problema lhes cair no colo. Os feministas não-praticantes acreditam na teoria, mas acabam por não a pôr muito em prática.

Uma vez li um artigo de um jornalista português onde este dizia que os homens tinham colonizado as mulheres. Não encontrei até hoje uma frase que tão bem resumisse o passado histórico dos géneros. Só que ao contrário do que aconteceu com as várias nações, a “descolonização” das mulheres ainda só foi feita em alguns países e mesmo assim, parcialmente.
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A menina nasceu num dia de chuva e tempestade mas havia sol naquela mãe que recebia, de braços abertos, o seu primeiro filho biológico. A pressão a que estava sujeita e a que a sociedade exercia sobre ela tinha-lhe "entupido" as trompas que se "limparam" noutra cidade onde vivia livremente. Estava longe mas acompanhei-a em tudo, e ela, como ser humano grande que era, nunca me decepcionou. Aliás, superou todas as minhas expectativas quando escolheu o meu nome para dar à sua bebé.
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Em todos os anos, por que passamos, aprendemos. Em todos, somos desafiados, testados, encostados à parede, obrigados a fazer escolhas — por vezes, escolhas a quente, por impulso, sem tempo e sem fazermos a menor ideia do que aí vem. Em todos, deixamos de ser quem éramos e passamos a ser uma outra versão de nós, uma pessoa diferente. Todos nos mudam: nem que seja um bocadinho — o suficiente para, por vezes, nos questionarmos em que momento exato é que mudámos e, por mais que olhemos para trás, não conseguirmos perceber quando. Aconteceu. A vida é assim.
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É tempo de mudar. Temos de assumir as rédeas da nossa vida, desempenharmos um papel ativo na nossa educação e rejeitarmos as limitações que o mundo laboral nos impõe. É tempo de construirmos os nossos próprios modelos, de criarmos as nossas próprias oportunidades, de sermos pioneiras e de abrirmos caminho para que outras nos possam seguir. Afinal, todas somos obras imperfeitas em construção e o trabalho é a extensão do que já se encontra dentro de nós.

A minha avó era assim, parece que viveu sempre à frente do seu tempo, enquanto todas as jovens da sua idade casavam virgens e na igreja ela casou já o meu pai tinha 7 anos… A verdade é que ela nunca se importou com o que os outros pensavam dela, e sempre levou as suas ideias feministas avante. Na casa da minha avó, a voz dela era soberana, ela decidia tudo, decidiu que não era nenhuma fada do lar
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Para minha agradável surpresa, a primeira palestrante trouxe ao placo dois temas distintos que se mantiveram constantes e indissociáveis no seu discurso: empreendedorismo e feminismo. E aquilo que tinha sido uma surpresa agradável para mim, parecia estar a ser uma pedra no sapato para quem me rodeava, um assunto non grato, qual elefante branco no meio da sala do qual ninguém parecia confortável em falar ou ouvir falar. A tensão era evidente e palpável.
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A terapia de casal em casos de violência doméstica ou violência no casal é um tema complexo. Se por um lado os processos e as práticas inerentes à própria psicoterapia (ex: partilha de sentimentos) podem colocar uma vítima numa posição de maior vulnerabilidade e por isso numa situação de potencial perigo, por outro lado, como recusar ajuda a alguém que quer de facto recuperar a sua relação e ganhar um maior controlo sobre as suas emoções?

Anália Torres, socióloga e feminista, herdou o nome da avó que lhe ensinou as coisas mais importantes que aprendeu na vida. Nesta entrevista ajuda-nos a perceber a origem das desigualdades entre homens e mulheres e o caminho a percorrer para que se dissipem. Um luxo e um prazer, ouvi-la.
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Entrevistas Destaques

  1. Porque te amas?
Amo-me já aceitei que não temos de ser perfeitas para sermos felizes.  
  1. Já qu...

ULTIMAS CRÓNICAS

Os feministas não-praticantes são pessoas decentes. Acreditam que todos devemos ter oportunidades iguais, que não devemos ser discriminados com base no sexo com que nascemos. Os feministas não-praticantes são contra o despedimento de uma mulher só por estar grávida, são contra o assédio sexual no emprego, são conta a desigualdade de ordenados entre os sexos. Os feministas não-praticantes ajudam uma vítima de violência doméstica, se o problema lhes cair no colo. Os feministas não-praticantes acreditam na teoria, mas acabam por não a pôr muito em prática.

Uma vez li um artigo de um jornalista português onde este dizia que os homens tinham colonizado as mulheres. Não encontrei até hoje uma frase que tão bem resumisse o passado histórico dos géneros. Só que ao contrário do que aconteceu com as várias nações, a “descolonização” das mulheres ainda só foi feita em alguns países e mesmo assim, parcialmente.
127

A menina nasceu num dia de chuva e tempestade mas havia sol naquela mãe que recebia, de braços abertos, o seu primeiro filho biológico. A pressão a que estava sujeita e a que a sociedade exercia sobre ela tinha-lhe "entupido" as trompas que se "limparam" noutra cidade onde vivia livremente. Estava longe mas acompanhei-a em tudo, e ela, como ser humano grande que era, nunca me decepcionou. Aliás, superou todas as minhas expectativas quando escolheu o meu nome para dar à sua bebé.
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Em todos os anos, por que passamos, aprendemos. Em todos, somos desafiados, testados, encostados à parede, obrigados a fazer escolhas — por vezes, escolhas a quente, por impulso, sem tempo e sem fazermos a menor ideia do que aí vem. Em todos, deixamos de ser quem éramos e passamos a ser uma outra versão de nós, uma pessoa diferente. Todos nos mudam: nem que seja um bocadinho — o suficiente para, por vezes, nos questionarmos em que momento exato é que mudámos e, por mais que olhemos para trás, não conseguirmos perceber quando. Aconteceu. A vida é assim.

Crónicas Destaque

Esperam que sejas magra. Atlética. Que corras todos os dias. Ou dia sim, dia não, vá. De depilação feita e unhas coloridas. Que faças bolos ao sábado. E que não tenhas as raízes do cabelo por fazer. Esperam que te comportes bem e que nunca bebas um copo a mais para não caíres em figuras ridículas. Que nunca sejas daquelas que urina entre dois carros, no meio do Cais do Sodré.

A partir do momento em que viram o meu corpo inerte, ninguém perguntou onde estava o filho da puta que acabou com os meus sonhos, as minhas esperanças, a minha vida. Não, preferiram começar a fazer-me perguntas inúteis. A mim, podem imaginar? Uma morta, que não pode falar, que não se pode defender. Que roupa estava a usar? Porque é que estava sozinha? Porque é que uma mulher quer viajar sem companhia?

Carol perdoa-lhes: acham que podem opinar sobre o teu decote, sobre o teu peito. Acham que têm o direito de te dizer o que podes ou não vestir #nomeudecotemandoeu

Jorge Máximo, espero que nunca nenhuma das ‘meninas virgens’ que tem lá em casa seja obrigada a passar por este tipo de violência e falta de respeito só para poder ser transportada do ponto A para o ponto B. Porque eu sou uma menina virgem e ontem o meu medo de andar de táxi sozinha deixou de ser visto como irracional. Porque nós, meninas virgens, somos as vossas filhas, as vossas netas, amigas, mães, irmãs, mulheres e namoradas... E o que disse Jorge Máximo sobre as meninas virgens? ‘São para ser violadas.’

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Ao longo dos séculos, As Lusíadas foram ignoradas pela generalidade dos historiadores, como se a sua motivação para a viagem fosse menos nobre do que a dos homens, ou como se a sua vontade e coragem fossem indignas de constar na História de Portugal.

Os nossos dias começam bem cedo à volta de um cafezinho. Quem conhece a dinâmica das Capazes, sabe que a nossa equipa só consegue começar a pensar... depois de um delicioso café.

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Jovem, 25 anos, com mestrado, com licenciatura, com formação profissional, a frequentar pós-graduação, com experiência, extremamente motivada para pôr “as mãos à obra” e disposta a receber pouco por isso, até mesmo a ser um bocadinho explorada (mas atenção, nada de exageros!). Aparentemente são características que os empregadores procuram, certo?

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