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O mundo é muito mais que preto e branco, muito mais que lado certo e lado errado. É por isso que o feminismo tem de viajar. Não ficar preso no seu próprio quintal. Travar lutas para além do nosso privilégio ocidental e branco, mas também questionar a própria ideologia feminista que desenhamos. É o modelo que interessa ou são as mulheres? Quando viajo, questiono-me. E é também isso que desejo para o feminismo e para feministas.

Como feministas praticantes é nosso dever continuar a lutar para que esta diferenciação desapareça, para que se deixe de olhar para o lado face aos problemas do outro, para que se perceba que a discriminação afecta todos de forma negativa. Como feministas, cabe-nos a tarefa de abordar temas difíceis e desconfortáveis, especialmente aqueles que são difíceis e desconfortáveis para nós.

Devemos continuar a afirmar as nossas convicções e a rejeitar o “coitadinha, é mulher” ou o imperdoável e absurdo “está calada, não sabes o que estás a dizer”. Cabe às novas e futuras gerações continuar a lutar pelos mesmos direitos, pela igualdade e a combater a opressão. Devemos dizer não e basta, quando é isso que sentimos. E quando uma de nós defende estas convicções é por todas que o faz. Continuemos a caminhada.

O chão parece-me suave e convidativo. Deito-me e abro os braços. É o meu novo lar, o lugar onde eu quero ser eu e não a continuidade de alguém. Não cortei amarras, simplesmente cresci e fiz escolhas. A vida está repleta delas e esta foi uma das minhas. A ligação não se cortou mas tornou-se mais alargada, o que me permite novas responsabilidades e desafios. Vou conseguir tudo, porque tenho uma direcção a tomar e nunca me irei perder. Se não for aquela, paciência, será outra. Eu é que não vou desistir.
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Talvez um dia não ame, me apaixone e tudo volte, com outro alguém. Talvez um dia não te queira tanto, não te imagine tanto, não te beije tanto, ainda que nos meus desejos e sonhos mais profundos. Talvez um dia este “Amo-te” ganhe novo sentido perdendo este sentido. Talvez um dia não te Ame assim como amo, como nos amo, como nos continuo amar.
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Um dos rapazes aproxima-se de mim, chega a cara ao meu ouvido e diz: “Nice”. O bafo dele na minha orelha. O som a ecoar nas paredes do meu cérebro, que fica vazio em momentos destes. O som era um “nice” prolongado, com dois Is e um hifen no meio, como quem vê um golo porreiro na televisão ao Domingo à tarde. Ni-ice.

Os pais já não podem ser apenas… pais. Têm de ser pais perfeitos, e para terem filhos perfeitos, precisam de criar verdadeiros príncipes. Tudo para eles. Vamos coloca-los em boas escolas e temos de os deixar mesmo à portinha para não apanharem a brisa matinal. Têm de ser os melhores dos melhores. Não podem faltar às atividades extracurriculares, preferencialmente as da moda.

Anália Torres, socióloga e feminista, herdou o nome da avó que lhe ensinou as coisas mais importantes que aprendeu na vida. Nesta entrevista ajuda-nos a perceber a origem das desigualdades entre homens e mulheres e o caminho a percorrer para que se dissipem. Um luxo e um prazer, ouvi-la.
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Entrevistas Destaques

  1. Porque te amas?
Amo-me já aceitei que não temos de ser perfeitas para sermos felizes.  
  1. Já qu...

ULTIMAS CRÓNICAS

O mundo é muito mais que preto e branco, muito mais que lado certo e lado errado. É por isso que o feminismo tem de viajar. Não ficar preso no seu próprio quintal. Travar lutas para além do nosso privilégio ocidental e branco, mas também questionar a própria ideologia feminista que desenhamos. É o modelo que interessa ou são as mulheres? Quando viajo, questiono-me. E é também isso que desejo para o feminismo e para feministas.

Como feministas praticantes é nosso dever continuar a lutar para que esta diferenciação desapareça, para que se deixe de olhar para o lado face aos problemas do outro, para que se perceba que a discriminação afecta todos de forma negativa. Como feministas, cabe-nos a tarefa de abordar temas difíceis e desconfortáveis, especialmente aqueles que são difíceis e desconfortáveis para nós.

Devemos continuar a afirmar as nossas convicções e a rejeitar o “coitadinha, é mulher” ou o imperdoável e absurdo “está calada, não sabes o que estás a dizer”. Cabe às novas e futuras gerações continuar a lutar pelos mesmos direitos, pela igualdade e a combater a opressão. Devemos dizer não e basta, quando é isso que sentimos. E quando uma de nós defende estas convicções é por todas que o faz. Continuemos a caminhada.

O chão parece-me suave e convidativo. Deito-me e abro os braços. É o meu novo lar, o lugar onde eu quero ser eu e não a continuidade de alguém. Não cortei amarras, simplesmente cresci e fiz escolhas. A vida está repleta delas e esta foi uma das minhas. A ligação não se cortou mas tornou-se mais alargada, o que me permite novas responsabilidades e desafios. Vou conseguir tudo, porque tenho uma direcção a tomar e nunca me irei perder. Se não for aquela, paciência, será outra. Eu é que não vou desistir.

Crónicas Destaque

Esperam que sejas magra. Atlética. Que corras todos os dias. Ou dia sim, dia não, vá. De depilação feita e unhas coloridas. Que faças bolos ao sábado. E que não tenhas as raízes do cabelo por fazer. Esperam que te comportes bem e que nunca bebas um copo a mais para não caíres em figuras ridículas. Que nunca sejas daquelas que urina entre dois carros, no meio do Cais do Sodré.

A partir do momento em que viram o meu corpo inerte, ninguém perguntou onde estava o filho da puta que acabou com os meus sonhos, as minhas esperanças, a minha vida. Não, preferiram começar a fazer-me perguntas inúteis. A mim, podem imaginar? Uma morta, que não pode falar, que não se pode defender. Que roupa estava a usar? Porque é que estava sozinha? Porque é que uma mulher quer viajar sem companhia?

Carol perdoa-lhes: acham que podem opinar sobre o teu decote, sobre o teu peito. Acham que têm o direito de te dizer o que podes ou não vestir #nomeudecotemandoeu

Jorge Máximo, espero que nunca nenhuma das ‘meninas virgens’ que tem lá em casa seja obrigada a passar por este tipo de violência e falta de respeito só para poder ser transportada do ponto A para o ponto B. Porque eu sou uma menina virgem e ontem o meu medo de andar de táxi sozinha deixou de ser visto como irracional. Porque nós, meninas virgens, somos as vossas filhas, as vossas netas, amigas, mães, irmãs, mulheres e namoradas... E o que disse Jorge Máximo sobre as meninas virgens? ‘São para ser violadas.’

Ultimos Artigos

Este evento efectivou o protocolo entre as duas associações, pelo que a Casa Estrela do mar (CEM) se constitui como braço clínico da Capazes, para dar resposta aos pedidos de ajuda no âmbito da psicoterapia e terapia familiar/casal. Com uma equipa de psicólogos e terapeutas familiares direcionados para a intervenção familiar e para a psicoterapia feminista, a Casa estrela-do-mar (CEM) oferece, através deste protocolo, condições vantajosas para os encaminhamentos através da Capazes.

Não me calo, nem trabalho - Basta! Nós, mulheres, fazemos greve e saímos à rua em todo o mundo! Fomos milhões na Marcha Global Anti-Trump e no dia Internacional da Mulher seremos muito mais! Unimo-nos às companheiras dos mais de 30 países que já aderiram a International Women’s strike / Paro Internacional de Mujeres. Dia 8 saímos à rua!
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Esta história é real, faz doer o coração, faz-nos sentir vergonha alheia, vergonha de nós próprios e do mundo. Esta é uma história sem um final feliz. A personagem principal é Amanda Rodrigues, de 19 anos, que nunca chegará a festejar os 20 porque morreu no passado dia 17 de janeiro. Perdeu a vida porque queria que as pessoas gostassem dela.

Jovem, 25 anos, com mestrado, com licenciatura, com formação profissional, a frequentar pós-graduação, com experiência, extremamente motivada para pôr “as mãos à obra” e disposta a receber pouco por isso, até mesmo a ser um bocadinho explorada (mas atenção, nada de exageros!). Aparentemente são características que os empregadores procuram, certo?

do Autor/a da Criada Malcriada
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