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Deixem-nos cair as vezes que forem necessárias, nós precisamos disso mesmo, precisamos de cair. São as quedas que nos vão mostrando como somos fortes e como somos capazes de ultrapassar os obstáculos da vida. Não nos aparem os golpes, temos que aprender sozinhos. Não nos tentem ensinar o que demoraram 40 anos a aprender. Vocês aprenderam vivendo e nós também vamos ter que viver para aprender. Deixem-nos viver, deixem-nos demorar o tempo que for preciso a aprender...

Dez no currículo ainda vá. Quinze é muito. Demasiado. Quinze? Uma cabra. Vai com todos. Porque para ela, a mulher, há um limite intransponível de recato e decência. Como se fossem valores intrínsecos à sua condição de mulher decente. Porque mulher com decote é aquela que está a “querer levar com ele”. Mas o peito musculado do homem, numa bacoca t-shirt colante, é de quem se cuida.

Depois do êxito do livro “Não Queiras Ser Perfeita”, Jessica Athayde faz o relato de uma viagem exótica e inesquecível à Ásia e oferece um guia que nos vai ajudar a encontrar, dentro das nossas fronteiras, o melhor que a cultura oriental tem para oferecer.
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A jovem que nasceu sem útero pode ter um filho com a cor do seus olhos, ou do seu companheiro, a mesma expressão, o mesmo andar, como tantas vezes vemos nos nossos filhos. Ela e todas as mulheres que anseiam pela gestação de substituição podem viver essas experiências. Porquê negá-las?

Cuido de mim quando bebo leite, um dos meus maiores prazeres (gosto mesmo!). Mas não preciso do Verão para me lembrar do meu bem-estar. Corpo perfeito? Já o tenho, é o meu.

És feia, dizem. Ou pelo menos és “a mais feia de todas as raparigas que trabalham no hotel”. Ignoram a tua personalidade amável e a tua competência por completo. Falam de ti nas costas e aproveitam-se da tua bondade sempre que possível, sem qualquer tipo de peso na consciência. Criticam aquilo que não podes nem nunca pudeste controlar: a tua aparência.

Expliquei-lhe que eu não ajudo a minha mulher. Como regra, a minha mulher não necessita de ajuda, tem necessidade de um sócio. Eu sou um sócio em casa e por via desta sociedade as tarefas são divididas mas não se trata certamente de um apoio à casa. Eu não ajudo a minha mulher a limpar a casa porque eu também vivo aqui e é necessário que eu também limpe. Eu não ajudo a minha mulher a cozinhar porque eu também quero comer e é necessário que eu também cozinhe.

No meio desta conversa, percebi que o pai não trabalhava e questionava-se sobre qual seria o termo correto para definir a sua ocupação. Seria doméstico? O amigo disse-lhe: “Então és pai a tempo inteiro, é esse o termo”. Ao que ele responde: “É isso mesmo!”. E continuou: “Se eu tenho tempo e posso cuidar do meu filho, por que raio haveria de ser a mãe a ficar em casa se pode estar a trabalhar?”
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Anália Torres, socióloga e feminista, herdou o nome da avó que lhe ensinou as coisas mais importantes que aprendeu na vida. Nesta entrevista ajuda-nos a perceber a origem das desigualdades entre homens e mulheres e o caminho a percorrer para que se dissipem. Um luxo e um prazer, ouvi-la.
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Entrevistas Destaques

  1. Porque te amas?
Amo-me já aceitei que não temos de ser perfeitas para sermos felizes.  
  1. Já qu...

ULTIMAS CRÓNICAS

Deixem-nos cair as vezes que forem necessárias, nós precisamos disso mesmo, precisamos de cair. São as quedas que nos vão mostrando como somos fortes e como somos capazes de ultrapassar os obstáculos da vida. Não nos aparem os golpes, temos que aprender sozinhos. Não nos tentem ensinar o que demoraram 40 anos a aprender. Vocês aprenderam vivendo e nós também vamos ter que viver para aprender. Deixem-nos viver, deixem-nos demorar o tempo que for preciso a aprender...

Dez no currículo ainda vá. Quinze é muito. Demasiado. Quinze? Uma cabra. Vai com todos. Porque para ela, a mulher, há um limite intransponível de recato e decência. Como se fossem valores intrínsecos à sua condição de mulher decente. Porque mulher com decote é aquela que está a “querer levar com ele”. Mas o peito musculado do homem, numa bacoca t-shirt colante, é de quem se cuida.

A jovem que nasceu sem útero pode ter um filho com a cor do seus olhos, ou do seu companheiro, a mesma expressão, o mesmo andar, como tantas vezes vemos nos nossos filhos. Ela e todas as mulheres que anseiam pela gestação de substituição podem viver essas experiências. Porquê negá-las?

És feia, dizem. Ou pelo menos és “a mais feia de todas as raparigas que trabalham no hotel”. Ignoram a tua personalidade amável e a tua competência por completo. Falam de ti nas costas e aproveitam-se da tua bondade sempre que possível, sem qualquer tipo de peso na consciência. Criticam aquilo que não podes nem nunca pudeste controlar: a tua aparência.

Crónicas Destaque

Esperam que sejas magra. Atlética. Que corras todos os dias. Ou dia sim, dia não, vá. De depilação feita e unhas coloridas. Que faças bolos ao sábado. E que não tenhas as raízes do cabelo por fazer. Esperam que te comportes bem e que nunca bebas um copo a mais para não caíres em figuras ridículas. Que nunca sejas daquelas que urina entre dois carros, no meio do Cais do Sodré.

A partir do momento em que viram o meu corpo inerte, ninguém perguntou onde estava o filho da puta que acabou com os meus sonhos, as minhas esperanças, a minha vida. Não, preferiram começar a fazer-me perguntas inúteis. A mim, podem imaginar? Uma morta, que não pode falar, que não se pode defender. Que roupa estava a usar? Porque é que estava sozinha? Porque é que uma mulher quer viajar sem companhia?

Carol perdoa-lhes: acham que podem opinar sobre o teu decote, sobre o teu peito. Acham que têm o direito de te dizer o que podes ou não vestir #nomeudecotemandoeu

São poucos os homens que sabem, na verdade, fazer um minete. Até porque não existe realmente uma técnica infalível ou matemática para a execução de uma coisa tão íntima, quanto pessoal. São poucas as mulheres que se entregam ao supremo gozo de serem beijadas, adoradas, sorvidas, numa rendição despudorada e orgulhosa da sua feminilidade.

Ultimos Artigos

Depois do êxito do livro “Não Queiras Ser Perfeita”, Jessica Athayde faz o relato de uma viagem exótica e inesquecível à Ásia e oferece um guia que nos vai ajudar a encontrar, dentro das nossas fronteiras, o melhor que a cultura oriental tem para oferecer.
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Cuido de mim quando bebo leite, um dos meus maiores prazeres (gosto mesmo!). Mas não preciso do Verão para me lembrar do meu bem-estar. Corpo perfeito? Já o tenho, é o meu.

LENA GAL nasceu nos Fenais da Ajuda, Concelho da Ribeira Grande, em São Miguel, Açores. Faz exposições individuais e coletivas desde 1987, em Portugal, Espanha, França, Itália, Finlândia, México, Argentina, Emirados Árabes Unidos e nos EUA.
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Kesha alega que durante dez anos foi abusada verbal e fisicamente, foi várias vezes forçada a consumir drogas para se desinibir, a interpretar temas onde não se revia, impedida de gravar as suas próprias letras e músicas e obrigada a seguir um caminho artístico muito diferente do registo que ambicionava e ambiciona para si. Sempre apavorada pelas ameaças que Dr.Luke lhe fazia, caso ela contasse a alguém o que se passava. Como prova da tortura psicológica sofrida, Kesha descreveu em tribunal um episódio onde Dr.Luke afirma que mataria o seu cão. Também era recorrente dizer-lhe que arruinaria a sua carreira.
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