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Acabada de regressar de Nova Iorque, onde expôs, Isabel Contreras do Botelho apresenta agora uma exposição que organizou com o objetivo de apoiar a ABC. A algumas obras mais antigas, a pintora acrescenta agora uma nova série intitulada Linhas Traçadas.
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De repente o discurso mudou “Não me tocas. Se me tocas eu chamo a polícia!”. Os gritos continuavam e aumentavam de tom. Aumentava o medo. Era uma mulher assustada e em perigo. As exigências passaram a pedidos: “SOCORRO”, gritava repetidamente como quem grita pela vida. Gritos que transformam a garganta em sangue como se fosse essa a derradeira hipótese de sobrevivência.

Foi com ele que recuperei o à vontade com o meu corpo. Com paciência e carinho deixei de me esconder e enrolar para que não visse as minhas cicatrizes. Do medo inicial renasceu a confiança. Descobri que é possível apaixonarem-se por nós, sentirem desejo pelo nosso corpo, amarem-nos pelo que somos.

Praguejar liberta a mente, solta o que está cá dentro a fazer-nos mal. Praguejar está para a alma como as excreções estão para o corpo. Numa situação de stress ou frustração, um palavrão bem escolhido ajuda-me a descontrair e a concentrar-me na tarefa em mãos. Gosto especialmente de praguejar enquanto conduzo, ou quando me magoo. Aquela dor fininha no dedo mindinho do pé (a que acontece depois de mandar com ele no canto da mesa), responde melhor a um “foda-se” do que a um ben-u-ron.
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A compositora e atriz brasileira Clarice Falcão, mais conhecida do público pela sua participação no coletivo Porta dos Fundos, apresenta-se pela primeira vez em Portugal, no próximo mês de Outubro, com o seu mais recente disco “Problema Meu”. “Problema Meu”, o segundo disco de originais de Clarice, é o mote para a digressão portuguesa
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Muitas mulheres não sabem, mas esta técnica é contranatura, danosa e pode ser recusada, mas a verdade é que na hora do parto, ninguém nos pergunta nada! Fazem-na e pronto! Fizeram-me e pronto! Sem perceber como, quando ou porquê, quando dei conta tinha não uma, mas duas enfermeiras (sim, enfermeiras e não obstetras) em cima de pequenos escadotes, uma de cada lado da maca, a pressionar com os cotovelos, o topo da minha barriga. Tenho a dizer-vos que a dor é inexplicável... dilacerante...
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Comece por ganhar coragem para enfrentar a sua realidade. Deixe de culpar os outros. Cuide de si. Liberte-se. Deixe de criar problemas: a si e aos outros. Encontre soluções. Se não se sentir capaz, procure ajuda. Não viva de ilusões. Muito menos de desilusões. Experimente viver. Verá que compensa.
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LENA GAL nasceu nos Fenais da Ajuda, Concelho da Ribeira Grande, em São Miguel, Açores. Faz exposições individuais e coletivas desde 1987, em Portugal, Espanha, França, Itália, Finlândia, México, Argentina, Emirados Árabes Unidos e nos EUA.
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Anália Torres, socióloga e feminista, herdou o nome da avó que lhe ensinou as coisas mais importantes que aprendeu na vida. Nesta entrevista ajuda-nos a perceber a origem das desigualdades entre homens e mulheres e o caminho a percorrer para que se dissipem. Um luxo e um prazer, ouvi-la.
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Entrevistas Destaques

  1. Porque te amas?
Amo-me já aceitei que não temos de ser perfeitas para sermos felizes.  
  1. Já qu...

ULTIMAS CRÓNICAS

De repente o discurso mudou “Não me tocas. Se me tocas eu chamo a polícia!”. Os gritos continuavam e aumentavam de tom. Aumentava o medo. Era uma mulher assustada e em perigo. As exigências passaram a pedidos: “SOCORRO”, gritava repetidamente como quem grita pela vida. Gritos que transformam a garganta em sangue como se fosse essa a derradeira hipótese de sobrevivência.

Foi com ele que recuperei o à vontade com o meu corpo. Com paciência e carinho deixei de me esconder e enrolar para que não visse as minhas cicatrizes. Do medo inicial renasceu a confiança. Descobri que é possível apaixonarem-se por nós, sentirem desejo pelo nosso corpo, amarem-nos pelo que somos.

Praguejar liberta a mente, solta o que está cá dentro a fazer-nos mal. Praguejar está para a alma como as excreções estão para o corpo. Numa situação de stress ou frustração, um palavrão bem escolhido ajuda-me a descontrair e a concentrar-me na tarefa em mãos. Gosto especialmente de praguejar enquanto conduzo, ou quando me magoo. Aquela dor fininha no dedo mindinho do pé (a que acontece depois de mandar com ele no canto da mesa), responde melhor a um “foda-se” do que a um ben-u-ron.
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A compositora e atriz brasileira Clarice Falcão, mais conhecida do público pela sua participação no coletivo Porta dos Fundos, apresenta-se pela primeira vez em Portugal, no próximo mês de Outubro, com o seu mais recente disco “Problema Meu”. “Problema Meu”, o segundo disco de originais de Clarice, é o mote para a digressão portuguesa
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Crónicas Destaque

Esperam que sejas magra. Atlética. Que corras todos os dias. Ou dia sim, dia não, vá. De depilação feita e unhas coloridas. Que faças bolos ao sábado. E que não tenhas as raízes do cabelo por fazer. Esperam que te comportes bem e que nunca bebas um copo a mais para não caíres em figuras ridículas. Que nunca sejas daquelas que urina entre dois carros, no meio do Cais do Sodré.

A partir do momento em que viram o meu corpo inerte, ninguém perguntou onde estava o filho da puta que acabou com os meus sonhos, as minhas esperanças, a minha vida. Não, preferiram começar a fazer-me perguntas inúteis. A mim, podem imaginar? Uma morta, que não pode falar, que não se pode defender. Que roupa estava a usar? Porque é que estava sozinha? Porque é que uma mulher quer viajar sem companhia?

Carol perdoa-lhes: acham que podem opinar sobre o teu decote, sobre o teu peito. Acham que têm o direito de te dizer o que podes ou não vestir #nomeudecotemandoeu

São poucos os homens que sabem, na verdade, fazer um minete. Até porque não existe realmente uma técnica infalível ou matemática para a execução de uma coisa tão íntima, quanto pessoal. São poucas as mulheres que se entregam ao supremo gozo de serem beijadas, adoradas, sorvidas, numa rendição despudorada e orgulhosa da sua feminilidade.

Ultimos Artigos

Acabada de regressar de Nova Iorque, onde expôs, Isabel Contreras do Botelho apresenta agora uma exposição que organizou com o objetivo de apoiar a ABC. A algumas obras mais antigas, a pintora acrescenta agora uma nova série intitulada Linhas Traçadas.
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LENA GAL nasceu nos Fenais da Ajuda, Concelho da Ribeira Grande, em São Miguel, Açores. Faz exposições individuais e coletivas desde 1987, em Portugal, Espanha, França, Itália, Finlândia, México, Argentina, Emirados Árabes Unidos e nos EUA.
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O relato de Anita Hill foi feito 10 anos depois do assédio. Os julgamentos sucederam-se. E aqui falo do filme, mas não só no filme. Da vida. Hill justifica o silêncio de uma década por medo de retaliações. Porque poderia ter impacto na carreira dela. Quantas/os de nós não o fizemos já? A questão levanta-se: “porquê tão tarde?” - as vozes acusatórias nunca demoram a chegar – “Porquê tão tarde? Se fosse verdade, não teria vindo já a público?” “Se fosse verdade, não se teria despedido?” Se, se, se. E quando é cedo?
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Kesha alega que durante dez anos foi abusada verbal e fisicamente, foi várias vezes forçada a consumir drogas para se desinibir, a interpretar temas onde não se revia, impedida de gravar as suas próprias letras e músicas e obrigada a seguir um caminho artístico muito diferente do registo que ambicionava e ambiciona para si. Sempre apavorada pelas ameaças que Dr.Luke lhe fazia, caso ela contasse a alguém o que se passava. Como prova da tortura psicológica sofrida, Kesha descreveu em tribunal um episódio onde Dr.Luke afirma que mataria o seu cão. Também era recorrente dizer-lhe que arruinaria a sua carreira.
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