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em alguns contextos (e sobretudo perpetrada por médicos homens) há quem, depois de uma episiotomia, não se esqueça de dar o célebre “ponto do marido”, apertando e reduzindo a entrada da vagina com mais um ponto, como forma de garantir o seu estreitamento para um maior prazer do parceiro sexual e sem que tal tenha sido consentido pela mulher. E isto, meus senhores, não tem outro nome que não, violência obstétrica.
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Pretende-se com este manual contribuir para a adoção, ao nível da formação de polícias, de uma abordagem centrada na vítima e, ao mesmo tempo, promover os direitos consagrados na Diretiva das Vítimas. O projeto e, muito particularmente, o manual que agora se publica, visam a construção de um ambiente “victim-friendly” de atendimento às vítimas de crimes em todos os contactos com a polícia.
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As mulheres não devem querer igualdade de direitos. Viveram sempre assim, e assim é que estão bem. Trabalharem fora de casa, terem uma opinião e quererem emancipar-se levou-nos ao ponto em que estamos hoje. Elas querem trabalhar como os homens, querem divorciar-se, não querem ser mães, querem chegar aos cargos de topo nas empresas, imagine-se. Nem sequer consentem levar uma simples bofetada quando o arroz não está pronto a horas e ousam não abrir as pernas sempre que o homem quer. No fundo, o machismo é apenas isto: pensar que a inteligência não está nele, o cérebro, mas sim nela, a pila.
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Ele foi logo direto ao assunto, mas escolhendo as palavras. Basicamente propôs-me ser sua assistente pessoal, viajar com ele, passar a ir com ele a reuniões para poder mostrar que tinha uma assistente bonita, e a seguir, insinuou que reuniríamos no quarto dele para revermos o dia de trabalho. Eu recusei e ele repetiu a proposta mais três vezes. Eu voltei a dizer “NÃO!”. Diria as vezes que fossem necessárias.
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O feminismo é urgente também para os homens, se se propuser a libertar os rapazes destes conceitos obsoletos de masculinidade. A taxa de suicídio entre os homens está a aumentar em todo o mundo e sabe-se que é porque não aguentamos mais, por exemplo, que não nos seja permitido expressar emoções, demonstrar fragilidade...
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Sentimos a vontade de cuidar que só o amor nos traz. O instinto protetor que só o amor desperta. O orgulho que só o amor confere. A cumplicidade que só o amor permite. Este amor leva-nos a aplaudir de pé todas as conquistas. Leva-nos a deixar voar quem queremos por perto. A dar sem esperar nada em troca. A aceitar a diferença. A partilhar liberdade. Esta amizade vestida de amor é uma das maiores riquezas que podemos ter. E ela é tão poderosa no feminino!
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É preciso explicar às mulheres que atacam ferozmente o feminismo que este movimento lutou para conquistar os seus direitos, que abriu portas à liberdade de serem e de se expressarem como bem entenderem, mesmo que usem essa liberdade para reproduzirem o discurso machista que já as oprimiu abertamente e ainda hoje oprime, mesmo sem se aperceberem. Como disse a britânica Emmeline Pankhurst, líder das sufragistas, em 1908, "Queremos ter utilidade; queremos ter este poder (de votar) para podermos fazer do mundo, para os homens e as mulheres que o constituem, um local muito melhor do que é hoje. (...) Talvez seja difícil despertar as mulheres, seres pacientes e habituados a sofrer; agora porém, que despertámos, nunca mais voltaremos a adormecer."
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Sinto muito o “eu”. Porque tudo só faz sentido enquanto “nós”. E porque nunca senti a discriminação, não deixarei de denunciar onde ela mora. Só porque nunca levei um par de estalos de um companheiro, jamais me negarei a revelar quem o fez e quem o sentiu. Porque nunca ganhei menos do que os meus colegas, nunca me calarei por todas as outras que não levam para casa o justo valor do seu trabalho.
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Anália Torres, socióloga e feminista, herdou o nome da avó que lhe ensinou as coisas mais importantes que aprendeu na vida. Nesta entrevista ajuda-nos a perceber a origem das desigualdades entre homens e mulheres e o caminho a percorrer para que se dissipem. Um luxo e um prazer, ouvi-la.
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Entrevistas Destaques

  1. Porque te amas?
Amo-me já aceitei que não temos de ser perfeitas para sermos felizes.  
  1. Já qu...

ULTIMAS CRÓNICAS

em alguns contextos (e sobretudo perpetrada por médicos homens) há quem, depois de uma episiotomia, não se esqueça de dar o célebre “ponto do marido”, apertando e reduzindo a entrada da vagina com mais um ponto, como forma de garantir o seu estreitamento para um maior prazer do parceiro sexual e sem que tal tenha sido consentido pela mulher. E isto, meus senhores, não tem outro nome que não, violência obstétrica.
85

Pretende-se com este manual contribuir para a adoção, ao nível da formação de polícias, de uma abordagem centrada na vítima e, ao mesmo tempo, promover os direitos consagrados na Diretiva das Vítimas. O projeto e, muito particularmente, o manual que agora se publica, visam a construção de um ambiente “victim-friendly” de atendimento às vítimas de crimes em todos os contactos com a polícia.
35

As mulheres não devem querer igualdade de direitos. Viveram sempre assim, e assim é que estão bem. Trabalharem fora de casa, terem uma opinião e quererem emancipar-se levou-nos ao ponto em que estamos hoje. Elas querem trabalhar como os homens, querem divorciar-se, não querem ser mães, querem chegar aos cargos de topo nas empresas, imagine-se. Nem sequer consentem levar uma simples bofetada quando o arroz não está pronto a horas e ousam não abrir as pernas sempre que o homem quer. No fundo, o machismo é apenas isto: pensar que a inteligência não está nele, o cérebro, mas sim nela, a pila.
193

Ele foi logo direto ao assunto, mas escolhendo as palavras. Basicamente propôs-me ser sua assistente pessoal, viajar com ele, passar a ir com ele a reuniões para poder mostrar que tinha uma assistente bonita, e a seguir, insinuou que reuniríamos no quarto dele para revermos o dia de trabalho. Eu recusei e ele repetiu a proposta mais três vezes. Eu voltei a dizer “NÃO!”. Diria as vezes que fossem necessárias.
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Crónicas Destaque

Esperam que sejas magra. Atlética. Que corras todos os dias. Ou dia sim, dia não, vá. De depilação feita e unhas coloridas. Que faças bolos ao sábado. E que não tenhas as raízes do cabelo por fazer. Esperam que te comportes bem e que nunca bebas um copo a mais para não caíres em figuras ridículas. Que nunca sejas daquelas que urina entre dois carros, no meio do Cais do Sodré.

Voltou a olhar para mim, semicerrou os dentes e baixinho perguntou-me, pausadamente: “Com quantos gajos estiveste?”. Ele parecia furioso e eu fiquei com medo porque não sabia qual era, para ele, a resposta certa, mas arrisquei e respondi-lhe novamente, “Só contigo, Pedro. Conhecemo-nos pouco tempo depois de eu cá chegar”. Lembro-me de acordar no dia seguinte. Sentia dores no corpo todo, devia ser da ansiedade e daquela tensão. Já sabes que odeio discutir, sobretudo com ele. Tenho medo que se farte de mim...

A partir do momento em que viram o meu corpo inerte, ninguém perguntou onde estava o filho da puta que acabou com os meus sonhos, as minhas esperanças, a minha vida. Não, preferiram começar a fazer-me perguntas inúteis. A mim, podem imaginar? Uma morta, que não pode falar, que não se pode defender. Que roupa estava a usar? Porque é que estava sozinha? Porque é que uma mulher quer viajar sem companhia?

Carol perdoa-lhes: acham que podem opinar sobre o teu decote, sobre o teu peito. Acham que têm o direito de te dizer o que podes ou não vestir #nomeudecotemandoeu

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A Quebrar o Silêncio apresenta a 2º edição do encontro “O homem promotor da igualdade — homens e mulheres lado a lado pela igualdade de género”, que irá realizar-se a 15, 16 e 17 de novembro no ISCTE-IUL, em Lisboa. Para 2018, o evento terá como eixos centrais a interseccionalidade e os direitos das pessoas LGBTI, além do tema central que é a promoção de novas masculinidades e a promoção do papel do homem na igualdade de género.

O que têm em comum a padeira Brites de Almeida, a sufragista Beatriz Ângelo, a atriz Beatriz Costa e a pintora Paula Rego? Além de serem todas mulheres, lutadoras, corajosas, independentes e livres… são Portuguesas com M Grande!
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Uma bela biografia da pintora mexicana Frida Kahlo ilustrada com imagens evocativas de Maria Hesse. A vida de Kahlo, desde a sua infância ao acidente traumático que mudaria a sua vida e a sua arte, o amor complicado por Diego Rivera e a feroz determinação que a levou a tornar-se uma grande artista…
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Esta história é real, faz doer o coração, faz-nos sentir vergonha alheia, vergonha de nós próprios e do mundo. Esta é uma história sem um final feliz. A personagem principal é Amanda Rodrigues, de 19 anos, que nunca chegará a festejar os 20 porque morreu no passado dia 17 de janeiro. Perdeu a vida porque queria que as pessoas gostassem dela.

Jovem, 25 anos, com mestrado, com licenciatura, com formação profissional, a frequentar pós-graduação, com experiência, extremamente motivada para pôr “as mãos à obra” e disposta a receber pouco por isso, até mesmo a ser um bocadinho explorada (mas atenção, nada de exageros!). Aparentemente são características que os empregadores procuram, certo?

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