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Está legislado e estabelecido no código de trabalho que as mães têm direito a um período diário para amamentar os seus bebés, mas muitas mulheres no nosso país veem-se obrigadas a espremer os seios em consultas ocupacionais ou juntas médicas para provar que amamentam. Não consigo encontrar outro termo para isto que não seja bizarria. É ridículo e desumano obrigar uma mulher a fazer isto para provar que amamenta, para ter direito à redução de horário contemplado na lei portuguesa ou simplesmente para conseguir uma declaração confirmativa de como realmente amamenta.
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Ontem foi uma noite especial para a plataforma Capazes. Com enorme orgulho e muita emoção subimos ao palco para receber o prémio de melhor blog do ano na categoria “Política, Educação e Economia”, representando um grupo incrível de mulheres e homens que nos tem acompanhado ao longo destes últimos quatro anos com total entrega, empenho e dedicação. Este reconhecimento público do trabalho da Capazes tem um significado muito particular numa altura em que, um pouco por todo o mundo, surgem sinais alarmantes de retrocesso relativamente a grandes conquistas como a liberdade, a democracia, o respeito pela diferença e os direitos das mulheres.
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Ontem as Capazes ganharam o prémio Blogs do Ano na categoria “Política, Educação e Economia” e dedicaram a vitória a todas as Capazes. A todas e todos. Sorri assim que soube e constatei que cá em casa somos três Capazes e também nós, no nosso pequeno mundo, estamos de parabéns! Este prémio é de todos e de todas, mas ninguém nasce simplesmente Capaz. É preciso lutar desde cedo e educar no respeito, para o respeito e para o amor.
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A Quebrar o Silêncio apresenta a 2º edição do encontro “O homem promotor da igualdade — homens e mulheres lado a lado pela igualdade de género”, que irá realizar-se a 15, 16 e 17 de novembro no ISCTE-IUL, em Lisboa. Para 2018, o evento terá como eixos centrais a interseccionalidade e os direitos das pessoas LGBTI, além do tema central que é a promoção de novas masculinidades e a promoção do papel do homem na igualdade de género.
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Sei de boas pessoas que nada dizem quando vêem um amigo objectificar mulheres, que dão uma palmadinha no ombro quando ouvem um desabafo sobre sexismo no local de trabalho mas que seguem com o seu dia normalmente sem pensar mais no assunto, que preferem dar o benefício da dúvida ao agressor em vez de à vítima, que avisam as filhas sobre os perigos de andar de mini-saia e nunca lhes explicam o que é o consentimento, que avisam as filhas dos perigos mas não ensinam respeito aos filhos. Onde estão esses #MeToo? É desses que agora precisamos. As mulheres já deram o primeiro passo. Talvez o mais difícil. Falta o resto. Talvez o mais importante.

Sinto que faz falta esta partilha entre nós, mulheres. Normalizar a experiência da maternidade sem dedos apontados, sem julgamentos. Não precisamos de partilhar a nossa história no Instagram mas podemos partilhar numa conversa de café ou num encontro de amigos. Acredito que na maternidade não haja certo nem errado, apenas experiências que, sendo partilhadas, nos ajudam a todas e todos.
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A menina não sabe do que fala”, “a menina é advogada mas ainda tem muito que aprender, devia arranjar um colega que a ajudasse nestas coisas complicadas”, “a menina não entende esta vida de negócios”, “a menina está num meio que pertence aos homens”. Acontece que a maior parte dos homens que proferiram tais palavras, fizeram-no em tom de gozo, com superioridade, a tentar rebaixar-me, e sem qualquer conhecimento de causa. Sem qualquer conhecimento sobre mim, e muitas vezes perante os meus clientes, numa tentativa frustrada de tentar descredibilizar o meu trabalho em função do meu género.

“felizes para sempre” um logro tão ou mais pernicioso do que o da eternidade do amor. E enquanto crescemos, essa ideia é raramente desafiada pela cultura mainstream; pelo contrário, somos levados a acreditar que o amor verdadeiro é até capaz de ultrapassar as fronteiras da nossa existência corpórea, havendo lendas urbanas, passadas e repassadas de geração em geração, daqueles amores eternos não interrompidos pela morte física dos seus protagonistas, sendo a “vida” pós-morte o palco da continuação desse amor.
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Anália Torres, socióloga e feminista, herdou o nome da avó que lhe ensinou as coisas mais importantes que aprendeu na vida. Nesta entrevista ajuda-nos a perceber a origem das desigualdades entre homens e mulheres e o caminho a percorrer para que se dissipem. Um luxo e um prazer, ouvi-la.
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Entrevistas Destaques

  1. Porque te amas?
Amo-me já aceitei que não temos de ser perfeitas para sermos felizes.  
  1. Já qu...

ULTIMAS CRÓNICAS

Está legislado e estabelecido no código de trabalho que as mães têm direito a um período diário para amamentar os seus bebés, mas muitas mulheres no nosso país veem-se obrigadas a espremer os seios em consultas ocupacionais ou juntas médicas para provar que amamentam. Não consigo encontrar outro termo para isto que não seja bizarria. É ridículo e desumano obrigar uma mulher a fazer isto para provar que amamenta, para ter direito à redução de horário contemplado na lei portuguesa ou simplesmente para conseguir uma declaração confirmativa de como realmente amamenta.
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Ontem foi uma noite especial para a plataforma Capazes. Com enorme orgulho e muita emoção subimos ao palco para receber o prémio de melhor blog do ano na categoria “Política, Educação e Economia”, representando um grupo incrível de mulheres e homens que nos tem acompanhado ao longo destes últimos quatro anos com total entrega, empenho e dedicação. Este reconhecimento público do trabalho da Capazes tem um significado muito particular numa altura em que, um pouco por todo o mundo, surgem sinais alarmantes de retrocesso relativamente a grandes conquistas como a liberdade, a democracia, o respeito pela diferença e os direitos das mulheres.
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Ontem as Capazes ganharam o prémio Blogs do Ano na categoria “Política, Educação e Economia” e dedicaram a vitória a todas as Capazes. A todas e todos. Sorri assim que soube e constatei que cá em casa somos três Capazes e também nós, no nosso pequeno mundo, estamos de parabéns! Este prémio é de todos e de todas, mas ninguém nasce simplesmente Capaz. É preciso lutar desde cedo e educar no respeito, para o respeito e para o amor.
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Sei de boas pessoas que nada dizem quando vêem um amigo objectificar mulheres, que dão uma palmadinha no ombro quando ouvem um desabafo sobre sexismo no local de trabalho mas que seguem com o seu dia normalmente sem pensar mais no assunto, que preferem dar o benefício da dúvida ao agressor em vez de à vítima, que avisam as filhas sobre os perigos de andar de mini-saia e nunca lhes explicam o que é o consentimento, que avisam as filhas dos perigos mas não ensinam respeito aos filhos. Onde estão esses #MeToo? É desses que agora precisamos. As mulheres já deram o primeiro passo. Talvez o mais difícil. Falta o resto. Talvez o mais importante.

Crónicas Destaque

Esperam que sejas magra. Atlética. Que corras todos os dias. Ou dia sim, dia não, vá. De depilação feita e unhas coloridas. Que faças bolos ao sábado. E que não tenhas as raízes do cabelo por fazer. Esperam que te comportes bem e que nunca bebas um copo a mais para não caíres em figuras ridículas. Que nunca sejas daquelas que urina entre dois carros, no meio do Cais do Sodré.

Voltou a olhar para mim, semicerrou os dentes e baixinho perguntou-me, pausadamente: “Com quantos gajos estiveste?”. Ele parecia furioso e eu fiquei com medo porque não sabia qual era, para ele, a resposta certa, mas arrisquei e respondi-lhe novamente, “Só contigo, Pedro. Conhecemo-nos pouco tempo depois de eu cá chegar”. Lembro-me de acordar no dia seguinte. Sentia dores no corpo todo, devia ser da ansiedade e daquela tensão. Já sabes que odeio discutir, sobretudo com ele. Tenho medo que se farte de mim...

A partir do momento em que viram o meu corpo inerte, ninguém perguntou onde estava o filho da puta que acabou com os meus sonhos, as minhas esperanças, a minha vida. Não, preferiram começar a fazer-me perguntas inúteis. A mim, podem imaginar? Uma morta, que não pode falar, que não se pode defender. Que roupa estava a usar? Porque é que estava sozinha? Porque é que uma mulher quer viajar sem companhia?

Carol perdoa-lhes: acham que podem opinar sobre o teu decote, sobre o teu peito. Acham que têm o direito de te dizer o que podes ou não vestir #nomeudecotemandoeu

Ultimos Artigos

A Quebrar o Silêncio apresenta a 2º edição do encontro “O homem promotor da igualdade — homens e mulheres lado a lado pela igualdade de género”, que irá realizar-se a 15, 16 e 17 de novembro no ISCTE-IUL, em Lisboa. Para 2018, o evento terá como eixos centrais a interseccionalidade e os direitos das pessoas LGBTI, além do tema central que é a promoção de novas masculinidades e a promoção do papel do homem na igualdade de género.

O que têm em comum a padeira Brites de Almeida, a sufragista Beatriz Ângelo, a atriz Beatriz Costa e a pintora Paula Rego? Além de serem todas mulheres, lutadoras, corajosas, independentes e livres… são Portuguesas com M Grande!
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Uma bela biografia da pintora mexicana Frida Kahlo ilustrada com imagens evocativas de Maria Hesse. A vida de Kahlo, desde a sua infância ao acidente traumático que mudaria a sua vida e a sua arte, o amor complicado por Diego Rivera e a feroz determinação que a levou a tornar-se uma grande artista…
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Esta história é real, faz doer o coração, faz-nos sentir vergonha alheia, vergonha de nós próprios e do mundo. Esta é uma história sem um final feliz. A personagem principal é Amanda Rodrigues, de 19 anos, que nunca chegará a festejar os 20 porque morreu no passado dia 17 de janeiro. Perdeu a vida porque queria que as pessoas gostassem dela.

Jovem, 25 anos, com mestrado, com licenciatura, com formação profissional, a frequentar pós-graduação, com experiência, extremamente motivada para pôr “as mãos à obra” e disposta a receber pouco por isso, até mesmo a ser um bocadinho explorada (mas atenção, nada de exageros!). Aparentemente são características que os empregadores procuram, certo?

do Autor/a da Criada Malcriada
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Blogs do Ano - Nomeado Política, Educação e Economia