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diz bom dia e boa tarde às pessoas, a todas as pessoas. Sim, mesmo àquele homem desprezível que te desrespeita com piropos e olhares ordinários. Com sorte, a culpa é tua, ele só é assim porque usas decote e não devias. Não namores, ou então, se optares por assumir um namorado, sabe que tens que te casar com ele porque depois dele ninguém mais te vai querer. Não estudes porque não és capaz. Cozinha. Arruma a casa. Passa a ferro. Não descarriles. O teu lugar é aí, em casa.
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Rachel Carson nasceu em 1907 e cresceu numa quinta na Pensilvânia. Desde a infância, não era raro encontrá-la a observar pássaros, insetos e peixes. Em 1932, concluiu o mestrado em Zoologia na Universidade Johns Hopkins, mas entretanto o pai morreu, e Rachel decidiu não fazer o doutoramento para poder ajudar a sustentar a família. Em 1935, tornou-se a segunda mulher a trabalhar no Departamento de Pescas dos EUA, onde escrevia guiões de rádio acerca de criaturas marinhas

Boa tarde, A Capazes Associação Feminista está a ser alvo, mais uma vez, de notícias falsas. 1. As contas das Capazes estão disponíveis para quem as...
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Numa visão tradicional, e tendo em conta os valores tóxicos da masculinidade hegemónica, ser homem não é algo com que se nasce e não é um bem adquirido que nos é entregue à nascença. Nem é tampouco algo que se conquiste uma única vez e que seja nosso para todo o sempre. Ser homem e provar que se é homem, é um desafio constante, e é parte integrante da socialização. Todos os dias há momentos de prova e de reforço dessa masculinidade e o devido policiamento da mesma.
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Depois, no primeiro recreio, o Guilherme levantara-lhe a saia em frente a toda a gente. E depois disse que se ela não queria que lhe levantassem as saias, que usasse calças. A Marta deu-lhe um empurrão com força e foi parar à directora, que não só lhe deu um raspanete, como disse que quando acontecesse assim era melhor ignorar. A Marta saiu do gabinete com um nó na garganta e os olhos rasos de lágrimas, sem saber bem que sentimento era aquele.

Grace Hopper foi almirante da Marinha e uma pioneira determinada, sendo considerada a mãe da programação de computadores. Nascida em Nova Iorque, em 1906, doutorou-se em Matemática pela Universidade Yale, em 1934, e trabalhava como professora associada de Matemática na Universidade Vassar quando os EUA entraram na II Guerra Mundial. Em 1943, deixou o emprego para se juntar às WAVES (Mulheres Admitidas para Serviço Voluntário).

Com a faculdade, apareceram as amigas para a vida toda como outros amigos para a vida toda, e com isto sempre o estigma parvo de que, para te dares com tantos homens, só podes ser leviana; que não, que não existe amizade em estado líquido entre homens e mulheres, não existe nada sem toques nem beijos na boca, mesmo que, de facto, tenha sido apenas uma ida ao cinema, um copo à noite, uma conversa sobre gajos que tivemos com um amigo para tentarmos compreender melhor o que nos calhou na rifa. Eu acredito profundamente que homens e mulheres podem ter relações de amizade que não envolvam mamas e sexo mas que transbordem admiração, cumplicidade e ternura.

Era uma vez uma menina que adorava escrever histórias sobre animais. Chamava-se Rachel e, na idade adulta, seria uma das mais fervorosas defensoras do ambiente

Anália Torres, socióloga e feminista, herdou o nome da avó que lhe ensinou as coisas mais importantes que aprendeu na vida. Nesta entrevista ajuda-nos a perceber a origem das desigualdades entre homens e mulheres e o caminho a percorrer para que se dissipem. Um luxo e um prazer, ouvi-la.
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  1. Porque te amas?
Amo-me já aceitei que não temos de ser perfeitas para sermos felizes.  
  1. Já qu...

ULTIMAS CRÓNICAS

diz bom dia e boa tarde às pessoas, a todas as pessoas. Sim, mesmo àquele homem desprezível que te desrespeita com piropos e olhares ordinários. Com sorte, a culpa é tua, ele só é assim porque usas decote e não devias. Não namores, ou então, se optares por assumir um namorado, sabe que tens que te casar com ele porque depois dele ninguém mais te vai querer. Não estudes porque não és capaz. Cozinha. Arruma a casa. Passa a ferro. Não descarriles. O teu lugar é aí, em casa.
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Boa tarde, A Capazes Associação Feminista está a ser alvo, mais uma vez, de notícias falsas. 1. As contas das Capazes estão disponíveis para quem as...
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Numa visão tradicional, e tendo em conta os valores tóxicos da masculinidade hegemónica, ser homem não é algo com que se nasce e não é um bem adquirido que nos é entregue à nascença. Nem é tampouco algo que se conquiste uma única vez e que seja nosso para todo o sempre. Ser homem e provar que se é homem, é um desafio constante, e é parte integrante da socialização. Todos os dias há momentos de prova e de reforço dessa masculinidade e o devido policiamento da mesma.
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Depois, no primeiro recreio, o Guilherme levantara-lhe a saia em frente a toda a gente. E depois disse que se ela não queria que lhe levantassem as saias, que usasse calças. A Marta deu-lhe um empurrão com força e foi parar à directora, que não só lhe deu um raspanete, como disse que quando acontecesse assim era melhor ignorar. A Marta saiu do gabinete com um nó na garganta e os olhos rasos de lágrimas, sem saber bem que sentimento era aquele.

Crónicas Destaque

Esperam que sejas magra. Atlética. Que corras todos os dias. Ou dia sim, dia não, vá. De depilação feita e unhas coloridas. Que faças bolos ao sábado. E que não tenhas as raízes do cabelo por fazer. Esperam que te comportes bem e que nunca bebas um copo a mais para não caíres em figuras ridículas. Que nunca sejas daquelas que urina entre dois carros, no meio do Cais do Sodré.

Voltou a olhar para mim, semicerrou os dentes e baixinho perguntou-me, pausadamente: “Com quantos gajos estiveste?”. Ele parecia furioso e eu fiquei com medo porque não sabia qual era, para ele, a resposta certa, mas arrisquei e respondi-lhe novamente, “Só contigo, Pedro. Conhecemo-nos pouco tempo depois de eu cá chegar”. Lembro-me de acordar no dia seguinte. Sentia dores no corpo todo, devia ser da ansiedade e daquela tensão. Já sabes que odeio discutir, sobretudo com ele. Tenho medo que se farte de mim...

A partir do momento em que viram o meu corpo inerte, ninguém perguntou onde estava o filho da puta que acabou com os meus sonhos, as minhas esperanças, a minha vida. Não, preferiram começar a fazer-me perguntas inúteis. A mim, podem imaginar? Uma morta, que não pode falar, que não se pode defender. Que roupa estava a usar? Porque é que estava sozinha? Porque é que uma mulher quer viajar sem companhia?

Carol perdoa-lhes: acham que podem opinar sobre o teu decote, sobre o teu peito. Acham que têm o direito de te dizer o que podes ou não vestir #nomeudecotemandoeu

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Rachel Carson nasceu em 1907 e cresceu numa quinta na Pensilvânia. Desde a infância, não era raro encontrá-la a observar pássaros, insetos e peixes. Em 1932, concluiu o mestrado em Zoologia na Universidade Johns Hopkins, mas entretanto o pai morreu, e Rachel decidiu não fazer o doutoramento para poder ajudar a sustentar a família. Em 1935, tornou-se a segunda mulher a trabalhar no Departamento de Pescas dos EUA, onde escrevia guiões de rádio acerca de criaturas marinhas

Grace Hopper foi almirante da Marinha e uma pioneira determinada, sendo considerada a mãe da programação de computadores. Nascida em Nova Iorque, em 1906, doutorou-se em Matemática pela Universidade Yale, em 1934, e trabalhava como professora associada de Matemática na Universidade Vassar quando os EUA entraram na II Guerra Mundial. Em 1943, deixou o emprego para se juntar às WAVES (Mulheres Admitidas para Serviço Voluntário).

Era uma vez uma menina que adorava escrever histórias sobre animais. Chamava-se Rachel e, na idade adulta, seria uma das mais fervorosas defensoras do ambiente

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Esta história é real, faz doer o coração, faz-nos sentir vergonha alheia, vergonha de nós próprios e do mundo. Esta é uma história sem um final feliz. A personagem principal é Amanda Rodrigues, de 19 anos, que nunca chegará a festejar os 20 porque morreu no passado dia 17 de janeiro. Perdeu a vida porque queria que as pessoas gostassem dela.

Jovem, 25 anos, com mestrado, com licenciatura, com formação profissional, a frequentar pós-graduação, com experiência, extremamente motivada para pôr “as mãos à obra” e disposta a receber pouco por isso, até mesmo a ser um bocadinho explorada (mas atenção, nada de exageros!). Aparentemente são características que os empregadores procuram, certo?

do Autor/a da Criada Malcriada
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