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Não é preciso fazer comparações com os países nórdicos para perceber o quanto tudo isto é absurdo. No mínimo, a mãe ou o pai deveriam poder ficar até ao primeiro ano com o seu filho. Até que se faça toda a vacinação. Até que o seu sistema imunitário esteja mais desenvolvido. Enquanto se passa por uma fase crucial de desenvolvimento cognitivo e motor. Isto, claramente, se mãe e pai o desejarem. Também sei e acredito que exista quem prefira retomar rapidamente as suas rotinas. Nada contra.

saco de boxe transforma-se no problema que tenho na cabeça. E arrumo com ele, logo ali. Permite-me lidar psicologicamente com isso. Estar com as luvas postas dá-me uma sensação de poder. De capacidade. De foco. E isso ajuda-me no dia-a-dia. Tornei-me mais eficaz a gerir e a superar desafios. Ser capaz de fazer as sequências de movimentos de boxe trabalha os nossos reflexos, a nossa capacidade de coordenação, de precisão, de perseverança, de conquista.

A 5ª edição do Festival Olhares do Mediterrâneo - Cinema no Feminino chega ao Cinema São Jorge, em Lisboa, entre 27 e 30 de Setembro e apresenta 51 filmes, numa programação constituída por secções competitivas, não competitivas e diversos programas paralelos.
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Forçada pela empresa a carregar e descarregar uma palete com os mesmos sacos, com cerca de 20 quilos, ao sol, com temperaturas por vezes superiores a 40 graus, o trabalho que Cristina é forçada a realizar lembra o mito de Sísifo que, ao desafiar os deuses, foi punido para toda a eternidade, sendo obrigado a empurrar uma pedra até ao topo de uma montanha para depois a deixar rolar e recomeçar tudo de novo. Só que Cristina Tavares não desafiou os deuses. Cristina Tavares lutou pelos seus direitos e recusou um despedimento injusto que a deixaria numa situação de fragilidade absoluta.
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É isto que é triste. O árbitro quis ser o protagonista do jogo e não percebeu os limites do seu papel. Muito provavelmente, influenciado pelos estereótipos de género presentes na sociedade em que cresceu, que o levam a ser mais crítico e severo perante o mau comportamento da mulher, e pelas várias polémicas em torno de Serena. É também muito provável que não tenha feito por mal, ou, sequer, conscientemente. Geralmente não é por mal. É por educação. É pela força do contexto machista em que tod@s nós somos educad@s. O qual só se combate com reflexão, com vigilância nossa, face aos nossos próprios comportamentos, e com a exibição destes casos, de casos que ilustram o diferente tratamento de homens e mulheres em circunstâncias semelhantes.

Falar de sexualidade, no momento certo e de forma adequada, é preparar as crianças e os jovens para uma vida plena, protegida e informada. Este livro, da autoria de uma das maiores especialistas em educação sexual do nosso país, é uma ferramenta essencial para lhe dar apoio na compreensão de cada fase do desenvolvimento da criança, do adolescente e do jovem, e inclui todos os conselhos e informação de que precisa para os educar para uma vida feliz e completa.

Nos Jogos Olímpicos de 2016, o Chicago Tribune publicou um tweet dizendo que a “mulher do atacante dos Bears ganhou medalha de bronze nos jogos olímpicos”, sem fazer referência sequer ao nome da atleta Corey Cogdell ou qual a modalidade em que competia. No mesmo evento, Katinka Hosszu estabeleceu novo recorde mundial, vencendo a medalha de ouro nos 400 metros medley feminino. O comentador da NBC, Dan Hicks, achou que o crédito era do marido e treinador de Hosszu. Quando as câmaras focaram Shane Tusup, Hicks referiu “e aqui está o homem responsável”.

Foi uma manhã memorável no Hospital Baragwanath do Soweto onde a designer Carla Pinto fez mais uma vez a diferença com a sua marca Africanstylestory através da campanha “Heads Up”. 50 headwraps da marca foram distribuídos por jovens que lutam contra o cancro. Segundo a estilista, estes adereços de moda tão amados na africanidade trarão a força, reabilitarão o ânimo e a confiança destas jovens no combate à doença. Foi um momento que ultrapassou todas as suas expectativas, uma “experiência indescritível” para doentes e pessoal médico.

Anália Torres, socióloga e feminista, herdou o nome da avó que lhe ensinou as coisas mais importantes que aprendeu na vida. Nesta entrevista ajuda-nos a perceber a origem das desigualdades entre homens e mulheres e o caminho a percorrer para que se dissipem. Um luxo e um prazer, ouvi-la.
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Entrevistas Destaques

  1. Porque te amas?
Amo-me já aceitei que não temos de ser perfeitas para sermos felizes.  
  1. Já qu...

ULTIMAS CRÓNICAS

Não é preciso fazer comparações com os países nórdicos para perceber o quanto tudo isto é absurdo. No mínimo, a mãe ou o pai deveriam poder ficar até ao primeiro ano com o seu filho. Até que se faça toda a vacinação. Até que o seu sistema imunitário esteja mais desenvolvido. Enquanto se passa por uma fase crucial de desenvolvimento cognitivo e motor. Isto, claramente, se mãe e pai o desejarem. Também sei e acredito que exista quem prefira retomar rapidamente as suas rotinas. Nada contra.

saco de boxe transforma-se no problema que tenho na cabeça. E arrumo com ele, logo ali. Permite-me lidar psicologicamente com isso. Estar com as luvas postas dá-me uma sensação de poder. De capacidade. De foco. E isso ajuda-me no dia-a-dia. Tornei-me mais eficaz a gerir e a superar desafios. Ser capaz de fazer as sequências de movimentos de boxe trabalha os nossos reflexos, a nossa capacidade de coordenação, de precisão, de perseverança, de conquista.

A 5ª edição do Festival Olhares do Mediterrâneo - Cinema no Feminino chega ao Cinema São Jorge, em Lisboa, entre 27 e 30 de Setembro e apresenta 51 filmes, numa programação constituída por secções competitivas, não competitivas e diversos programas paralelos.
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Forçada pela empresa a carregar e descarregar uma palete com os mesmos sacos, com cerca de 20 quilos, ao sol, com temperaturas por vezes superiores a 40 graus, o trabalho que Cristina é forçada a realizar lembra o mito de Sísifo que, ao desafiar os deuses, foi punido para toda a eternidade, sendo obrigado a empurrar uma pedra até ao topo de uma montanha para depois a deixar rolar e recomeçar tudo de novo. Só que Cristina Tavares não desafiou os deuses. Cristina Tavares lutou pelos seus direitos e recusou um despedimento injusto que a deixaria numa situação de fragilidade absoluta.

Crónicas Destaque

Esperam que sejas magra. Atlética. Que corras todos os dias. Ou dia sim, dia não, vá. De depilação feita e unhas coloridas. Que faças bolos ao sábado. E que não tenhas as raízes do cabelo por fazer. Esperam que te comportes bem e que nunca bebas um copo a mais para não caíres em figuras ridículas. Que nunca sejas daquelas que urina entre dois carros, no meio do Cais do Sodré.

Voltou a olhar para mim, semicerrou os dentes e baixinho perguntou-me, pausadamente: “Com quantos gajos estiveste?”. Ele parecia furioso e eu fiquei com medo porque não sabia qual era, para ele, a resposta certa, mas arrisquei e respondi-lhe novamente, “Só contigo, Pedro. Conhecemo-nos pouco tempo depois de eu cá chegar”. Lembro-me de acordar no dia seguinte. Sentia dores no corpo todo, devia ser da ansiedade e daquela tensão. Já sabes que odeio discutir, sobretudo com ele. Tenho medo que se farte de mim...

A partir do momento em que viram o meu corpo inerte, ninguém perguntou onde estava o filho da puta que acabou com os meus sonhos, as minhas esperanças, a minha vida. Não, preferiram começar a fazer-me perguntas inúteis. A mim, podem imaginar? Uma morta, que não pode falar, que não se pode defender. Que roupa estava a usar? Porque é que estava sozinha? Porque é que uma mulher quer viajar sem companhia?

Carol perdoa-lhes: acham que podem opinar sobre o teu decote, sobre o teu peito. Acham que têm o direito de te dizer o que podes ou não vestir #nomeudecotemandoeu

Ultimos Artigos

Falar de sexualidade, no momento certo e de forma adequada, é preparar as crianças e os jovens para uma vida plena, protegida e informada. Este livro, da autoria de uma das maiores especialistas em educação sexual do nosso país, é uma ferramenta essencial para lhe dar apoio na compreensão de cada fase do desenvolvimento da criança, do adolescente e do jovem, e inclui todos os conselhos e informação de que precisa para os educar para uma vida feliz e completa.

Pinta com aguarela em papel e depois passa para pele genuína ou tecido a sua criatividade. Tudo o que pinta é naturalmente feminino porque acredita que mulheres felizes constroem um mundo melhor!
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Já chegou às livrarias o primeiro livro, publicado em Portugal, de Carmen Maria Machado. Apesar de ser o seu romance de estreia, a autora publicou já diversos textos, ensaios e contos em jornais e revistas como The New Yorker, New York Times, Granta, Tin House, VQR, McSweeney’s Quarterly Concern, The Believer, Guernica, entre outros. Este livro é uma poderosa e desconcertante reflexão sobre o que é ser mulher, desejar, amar, resistir, viver como mulher. Um dos livros- sensação nas feiras do livro em 2017, de uma das promissoras novas vozes da literatura americana. 
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Esta história é real, faz doer o coração, faz-nos sentir vergonha alheia, vergonha de nós próprios e do mundo. Esta é uma história sem um final feliz. A personagem principal é Amanda Rodrigues, de 19 anos, que nunca chegará a festejar os 20 porque morreu no passado dia 17 de janeiro. Perdeu a vida porque queria que as pessoas gostassem dela.

Jovem, 25 anos, com mestrado, com licenciatura, com formação profissional, a frequentar pós-graduação, com experiência, extremamente motivada para pôr “as mãos à obra” e disposta a receber pouco por isso, até mesmo a ser um bocadinho explorada (mas atenção, nada de exageros!). Aparentemente são características que os empregadores procuram, certo?

do Autor/a da Criada Malcriada
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