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estar sempre a encolher a barriga”. Não, Sara. Não precisas de encolher a barriga. Nós é que precisamos de encolher estes dedos em riste que nos saltam assim que vemos algo que não nos parece estar no sítio. Se é que tudo tem um sítio certo! Ouvi-te falar na Web Summit, refleti sobre o que disseste sobre um universo que me é totalmente estranho e onde não conheço nada. Disseste que todos deveriam estar mais atentos. Aposto que muitos dos que te aplaudiram nesse dia e que partilharam o teu discurso são os mesmos que te dizem que estás com barriga. São os mesmos que fazem o hashtag do real body ou da beleza imperfeita e por aí fora. É esta a hipocrisia instalada!

16h, Largo do Intendente - Praça do Rossio Em mais um 25 de Novembro, as organizações subscritoras convocam todas as pessoas para uma marcha que assinala...
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a Capazes entende que qualquer lei, regulamento ou ato administrativo que obrigue uma mulher a manter uma função – contra a sua vontade e o seu pedido – seja essa função pública ou privada, laboral ou no âmbito de um estágio profissional, no período imediatamente a seguir ao parto, implica uma violação do direito constitucional à família e à proteção da família. É, por isso, com enorme estranheza que registamos que a Proposta de Alteração do Regulamento Nacional de Estágio mantém-se igualmente omissa nesta matéria. Nenhuma regra é feita a pensar nas situações de parentalidade, sendo certo que estas ocorrem, com frequência, durante o período de estágio

Certo dia, uma menina estava frente a uma mercearia quando viu um homem negro passar a correr. Estava a ser perseguido por um homem branco que gritava, «Parem esse homem! É o meu escravo.» Ela não fez nada para o travar. Chamava-se Harriet e tinha doze anos — e também era escrava. Só queria que o homem conseguisse fugir. E quis ajudá-lo.
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Circula neste momento um ”meme” nas redes sociais a propósito da campanha #MeToo, com afirmações que as mulheres deveriam interiorizar e treinar. Inspirada nessa lista, apresento-te aqui 10 sugestões de frases que a tua filha (ou o teu filho) podem utilizar em situações em que os seus limites pessoais ou a sua integridade física possam estar a ser ultrapassados. É importante que saibam dizê-las já, com convicção, firmeza e confiança. Em que circunstâncias? Quando o colega quer dar um beijo ou tocar debaixo da roupa, causando desconforto, por exemplo. Quando o senhor mais velho decide sentar-se demasiado próximo no banco do metro. Quando os homens no trabalho ignoram a sua opinião por ser uma mulher.

Ressalvo que o problema não reside num grupo de homens reunir-se para partilhar conversas ordinárias sobre sexo ou mulheres. O problema está no impacto deste discurso, quando ele é o único permitido pela masculinidade, quando os homens apenas falam sobre sexo ou de mulheres de modo ordinário (só sabem falar e pensar nestes termos). O problema surge quando a “educação sexual” do homem (feita informalmente, pelos pares, pela internet, pelas redes sociais) não inclui qualquer atenção ao consentimento ou à importância do consentimento para que um encontro sexual… Não seja violação. Ou seja, o problema está no facto de muitos homens poderem não saber como não violar uma mulher.

Coy queria que os pais se referissem a ele como «ela» e não gostava de usar roupa de rapaz. Os pais deixaram-no vestir o que ele quisesse. Certa noite, Coy perguntou à mãe, «Quando é que vamos ao médico para eu poder ficar uma menina a sério?»
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Hoje, dia 20 de Novembro, comemora-se o Dia Internacional da Memória Trans. Este dia tem como objectivo homenagear todas aquelas pessoas que foram vítimas de crimes transfóbicos ou de motivação transfóbica. Foi fundado em 1999 por Gwendolyn Ann Smith, uma mulher trans, em memória do assassinato de Rita Hester em Allston, Massachusetts. Desde esse ano, este dia começou a ser comemorado em dezenas de países pelo mundo inteiro.

Anália Torres, socióloga e feminista, herdou o nome da avó que lhe ensinou as coisas mais importantes que aprendeu na vida. Nesta entrevista ajuda-nos a perceber a origem das desigualdades entre homens e mulheres e o caminho a percorrer para que se dissipem. Um luxo e um prazer, ouvi-la.
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Entrevistas Destaques

  1. Porque te amas?
Amo-me já aceitei que não temos de ser perfeitas para sermos felizes.  
  1. Já qu...

ULTIMAS CRÓNICAS

estar sempre a encolher a barriga”. Não, Sara. Não precisas de encolher a barriga. Nós é que precisamos de encolher estes dedos em riste que nos saltam assim que vemos algo que não nos parece estar no sítio. Se é que tudo tem um sítio certo! Ouvi-te falar na Web Summit, refleti sobre o que disseste sobre um universo que me é totalmente estranho e onde não conheço nada. Disseste que todos deveriam estar mais atentos. Aposto que muitos dos que te aplaudiram nesse dia e que partilharam o teu discurso são os mesmos que te dizem que estás com barriga. São os mesmos que fazem o hashtag do real body ou da beleza imperfeita e por aí fora. É esta a hipocrisia instalada!

Circula neste momento um ”meme” nas redes sociais a propósito da campanha #MeToo, com afirmações que as mulheres deveriam interiorizar e treinar. Inspirada nessa lista, apresento-te aqui 10 sugestões de frases que a tua filha (ou o teu filho) podem utilizar em situações em que os seus limites pessoais ou a sua integridade física possam estar a ser ultrapassados. É importante que saibam dizê-las já, com convicção, firmeza e confiança. Em que circunstâncias? Quando o colega quer dar um beijo ou tocar debaixo da roupa, causando desconforto, por exemplo. Quando o senhor mais velho decide sentar-se demasiado próximo no banco do metro. Quando os homens no trabalho ignoram a sua opinião por ser uma mulher.

Ressalvo que o problema não reside num grupo de homens reunir-se para partilhar conversas ordinárias sobre sexo ou mulheres. O problema está no impacto deste discurso, quando ele é o único permitido pela masculinidade, quando os homens apenas falam sobre sexo ou de mulheres de modo ordinário (só sabem falar e pensar nestes termos). O problema surge quando a “educação sexual” do homem (feita informalmente, pelos pares, pela internet, pelas redes sociais) não inclui qualquer atenção ao consentimento ou à importância do consentimento para que um encontro sexual… Não seja violação. Ou seja, o problema está no facto de muitos homens poderem não saber como não violar uma mulher.

Hoje, dia 20 de Novembro, comemora-se o Dia Internacional da Memória Trans. Este dia tem como objectivo homenagear todas aquelas pessoas que foram vítimas de crimes transfóbicos ou de motivação transfóbica. Foi fundado em 1999 por Gwendolyn Ann Smith, uma mulher trans, em memória do assassinato de Rita Hester em Allston, Massachusetts. Desde esse ano, este dia começou a ser comemorado em dezenas de países pelo mundo inteiro.

Crónicas Destaque

Esperam que sejas magra. Atlética. Que corras todos os dias. Ou dia sim, dia não, vá. De depilação feita e unhas coloridas. Que faças bolos ao sábado. E que não tenhas as raízes do cabelo por fazer. Esperam que te comportes bem e que nunca bebas um copo a mais para não caíres em figuras ridículas. Que nunca sejas daquelas que urina entre dois carros, no meio do Cais do Sodré.

Voltou a olhar para mim, semicerrou os dentes e baixinho perguntou-me, pausadamente: “Com quantos gajos estiveste?”. Ele parecia furioso e eu fiquei com medo porque não sabia qual era, para ele, a resposta certa, mas arrisquei e respondi-lhe novamente, “Só contigo, Pedro. Conhecemo-nos pouco tempo depois de eu cá chegar”. Lembro-me de acordar no dia seguinte. Sentia dores no corpo todo, devia ser da ansiedade e daquela tensão. Já sabes que odeio discutir, sobretudo com ele. Tenho medo que se farte de mim...

A partir do momento em que viram o meu corpo inerte, ninguém perguntou onde estava o filho da puta que acabou com os meus sonhos, as minhas esperanças, a minha vida. Não, preferiram começar a fazer-me perguntas inúteis. A mim, podem imaginar? Uma morta, que não pode falar, que não se pode defender. Que roupa estava a usar? Porque é que estava sozinha? Porque é que uma mulher quer viajar sem companhia?

Carol perdoa-lhes: acham que podem opinar sobre o teu decote, sobre o teu peito. Acham que têm o direito de te dizer o que podes ou não vestir #nomeudecotemandoeu

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16h, Largo do Intendente - Praça do Rossio Em mais um 25 de Novembro, as organizações subscritoras convocam todas as pessoas para uma marcha que assinala...
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a Capazes entende que qualquer lei, regulamento ou ato administrativo que obrigue uma mulher a manter uma função – contra a sua vontade e o seu pedido – seja essa função pública ou privada, laboral ou no âmbito de um estágio profissional, no período imediatamente a seguir ao parto, implica uma violação do direito constitucional à família e à proteção da família. É, por isso, com enorme estranheza que registamos que a Proposta de Alteração do Regulamento Nacional de Estágio mantém-se igualmente omissa nesta matéria. Nenhuma regra é feita a pensar nas situações de parentalidade, sendo certo que estas ocorrem, com frequência, durante o período de estágio

Certo dia, uma menina estava frente a uma mercearia quando viu um homem negro passar a correr. Estava a ser perseguido por um homem branco que gritava, «Parem esse homem! É o meu escravo.» Ela não fez nada para o travar. Chamava-se Harriet e tinha doze anos — e também era escrava. Só queria que o homem conseguisse fugir. E quis ajudá-lo.
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Esta história é real, faz doer o coração, faz-nos sentir vergonha alheia, vergonha de nós próprios e do mundo. Esta é uma história sem um final feliz. A personagem principal é Amanda Rodrigues, de 19 anos, que nunca chegará a festejar os 20 porque morreu no passado dia 17 de janeiro. Perdeu a vida porque queria que as pessoas gostassem dela.

Jovem, 25 anos, com mestrado, com licenciatura, com formação profissional, a frequentar pós-graduação, com experiência, extremamente motivada para pôr “as mãos à obra” e disposta a receber pouco por isso, até mesmo a ser um bocadinho explorada (mas atenção, nada de exageros!). Aparentemente são características que os empregadores procuram, certo?

do Autor/a da Criada Malcriada
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