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Quando o leitor julga que terá, ao virar da página, a revelação de como tudo se resolve, é confrontado com o início de outra história, totalmente diferente da anterior, mas igualmente envolvente. Só ao fim de alguns inícios de histórias – sim, inícios, porque fins nenhuma delas teve – é que nos apercebemos de que estamos perante teoria da literatura e não verdadeira literatura. A sensação de frustração foi grande, mas, volta e meia, recordo aquele livro tanto pelo que me fez passar, como pelo seu título genial e por ser todo ele uma boa metáfora da vida em geral.

Sou uma mulher, feminista, que sabe que a igualdade entre os sexos só pode ser pensada e conseguida se incluirmos os homens na equação. Por vários motivos. Porque os homens também sofrem as consequências do sistema em que vivemos, na medida em que, por exemplo, lhes é comummente negada a guarda dos seus filhos. Porque os homens não são os únicos perpetuadores da cultura patriarcal. Algumas mulheres também reproduzem os estereótipos que sustentam as desigualdades de género,

Começam a notar-se algumas mudanças positivas na dinamização desta modalidade, embora haja ainda um longo caminho a percorrer no que toca à mudança de mentalidades e também aos apoios, em especial às equipas de formação que são de extrema importância para a evolução e continuidade da modalidade no feminino. Estes torneios são uma excelente forma de divulgar o futsal, sendo notória a qualidade e dedicação das jovens atletas, que assim vão crescendo e evoluindo.
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Não é por acaso que somos nós a carregar os filhos durante nove meses, quando supostamente os homens é que têm corpos mais fortes. Não é por acaso que somos nós a pari-los, que suportamos a dor física e resistimos noites seguidas sem dormir para lhes dar de mamar, quando supostamente os homens é que têm fibra e resistência para os grandes combates. Eles têm (não desejo roubar-lhes qualquer mérito!). Mas que ninguém duvide que nós também.
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agora, enquanto (ainda) não estou encantada com o teu olhar – que cor terão os teus olhos? Começa quase sempre com um olhar. Um olhar que era suposto ser só um olhar – como tantos olhares que se cruzam e não se prendem. Como tantos olhares que são apenas olhares. Quase sempre começa com um olhar, sabias? Um olhar que nos despe. Que nos lê sem serem precisas palavras. É por isso que te quero escrever agora.

Não acho que as crianças tenham que ficar caladas só porque as mandam calar. Não acho que as crianças não tenham o direito de expressar o que sentem, exteriorizando as suas frustrações. Não acho que as crianças devam ser obrigadas a engolir o choro em silêncio só porque o adulto diz que sim.
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A liberdade emocional surge então na maturidade que se adquire com repetidas introspeções do que realmente no faz bem. Temos que nos desprender dos padrões sociais para estar realmente em equilíbrio. Num dado momento iremos corresponder ao que esperam de nós mas noutros momentos certamente não.

As imagens evocadas nas telas exploram a componente emocional do ser humano, histórias de vida ou pequenos fragmentos do quotidiano. É nesta observação da existência do dia-a-dia que a artista encontra o ponto de partida para o processo criativo.
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Anália Torres, socióloga e feminista, herdou o nome da avó que lhe ensinou as coisas mais importantes que aprendeu na vida. Nesta entrevista ajuda-nos a perceber a origem das desigualdades entre homens e mulheres e o caminho a percorrer para que se dissipem. Um luxo e um prazer, ouvi-la.
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Entrevistas Destaques

  1. Porque te amas?
Amo-me já aceitei que não temos de ser perfeitas para sermos felizes.  
  1. Já qu...

ULTIMAS CRÓNICAS

Quando o leitor julga que terá, ao virar da página, a revelação de como tudo se resolve, é confrontado com o início de outra história, totalmente diferente da anterior, mas igualmente envolvente. Só ao fim de alguns inícios de histórias – sim, inícios, porque fins nenhuma delas teve – é que nos apercebemos de que estamos perante teoria da literatura e não verdadeira literatura. A sensação de frustração foi grande, mas, volta e meia, recordo aquele livro tanto pelo que me fez passar, como pelo seu título genial e por ser todo ele uma boa metáfora da vida em geral.

Sou uma mulher, feminista, que sabe que a igualdade entre os sexos só pode ser pensada e conseguida se incluirmos os homens na equação. Por vários motivos. Porque os homens também sofrem as consequências do sistema em que vivemos, na medida em que, por exemplo, lhes é comummente negada a guarda dos seus filhos. Porque os homens não são os únicos perpetuadores da cultura patriarcal. Algumas mulheres também reproduzem os estereótipos que sustentam as desigualdades de género,

Não é por acaso que somos nós a carregar os filhos durante nove meses, quando supostamente os homens é que têm corpos mais fortes. Não é por acaso que somos nós a pari-los, que suportamos a dor física e resistimos noites seguidas sem dormir para lhes dar de mamar, quando supostamente os homens é que têm fibra e resistência para os grandes combates. Eles têm (não desejo roubar-lhes qualquer mérito!). Mas que ninguém duvide que nós também.

agora, enquanto (ainda) não estou encantada com o teu olhar – que cor terão os teus olhos? Começa quase sempre com um olhar. Um olhar que era suposto ser só um olhar – como tantos olhares que se cruzam e não se prendem. Como tantos olhares que são apenas olhares. Quase sempre começa com um olhar, sabias? Um olhar que nos despe. Que nos lê sem serem precisas palavras. É por isso que te quero escrever agora.

Crónicas Destaque

Esperam que sejas magra. Atlética. Que corras todos os dias. Ou dia sim, dia não, vá. De depilação feita e unhas coloridas. Que faças bolos ao sábado. E que não tenhas as raízes do cabelo por fazer. Esperam que te comportes bem e que nunca bebas um copo a mais para não caíres em figuras ridículas. Que nunca sejas daquelas que urina entre dois carros, no meio do Cais do Sodré.

Voltou a olhar para mim, semicerrou os dentes e baixinho perguntou-me, pausadamente: “Com quantos gajos estiveste?”. Ele parecia furioso e eu fiquei com medo porque não sabia qual era, para ele, a resposta certa, mas arrisquei e respondi-lhe novamente, “Só contigo, Pedro. Conhecemo-nos pouco tempo depois de eu cá chegar”. Lembro-me de acordar no dia seguinte. Sentia dores no corpo todo, devia ser da ansiedade e daquela tensão. Já sabes que odeio discutir, sobretudo com ele. Tenho medo que se farte de mim...

A partir do momento em que viram o meu corpo inerte, ninguém perguntou onde estava o filho da puta que acabou com os meus sonhos, as minhas esperanças, a minha vida. Não, preferiram começar a fazer-me perguntas inúteis. A mim, podem imaginar? Uma morta, que não pode falar, que não se pode defender. Que roupa estava a usar? Porque é que estava sozinha? Porque é que uma mulher quer viajar sem companhia?

Carol perdoa-lhes: acham que podem opinar sobre o teu decote, sobre o teu peito. Acham que têm o direito de te dizer o que podes ou não vestir #nomeudecotemandoeu

Ultimos Artigos

Começam a notar-se algumas mudanças positivas na dinamização desta modalidade, embora haja ainda um longo caminho a percorrer no que toca à mudança de mentalidades e também aos apoios, em especial às equipas de formação que são de extrema importância para a evolução e continuidade da modalidade no feminino. Estes torneios são uma excelente forma de divulgar o futsal, sendo notória a qualidade e dedicação das jovens atletas, que assim vão crescendo e evoluindo.
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As imagens evocadas nas telas exploram a componente emocional do ser humano, histórias de vida ou pequenos fragmentos do quotidiano. É nesta observação da existência do dia-a-dia que a artista encontra o ponto de partida para o processo criativo.
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No domingo de Páscoa, Bertha Hunt, passeava em Nova Iorque quando decidiu acender um Lucky Strike. Numa época em que as mulheres eram proibidas de fumar em público, o seu gesto foi registado e rapidamente influenciou outras jovens que lhe seguiram o exemplo e acenderam, sem receio, as suas “torches of freedom”

Artigos Mais Vistos

Esta história é real, faz doer o coração, faz-nos sentir vergonha alheia, vergonha de nós próprios e do mundo. Esta é uma história sem um final feliz. A personagem principal é Amanda Rodrigues, de 19 anos, que nunca chegará a festejar os 20 porque morreu no passado dia 17 de janeiro. Perdeu a vida porque queria que as pessoas gostassem dela.

Jovem, 25 anos, com mestrado, com licenciatura, com formação profissional, a frequentar pós-graduação, com experiência, extremamente motivada para pôr “as mãos à obra” e disposta a receber pouco por isso, até mesmo a ser um bocadinho explorada (mas atenção, nada de exageros!). Aparentemente são características que os empregadores procuram, certo?

do Autor/a da Criada Malcriada
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