Actualidade Artigos

andas agora, quando deixas que a Bárbara não veja o ex-marido condenado? Como é possível que permitas que a juíza Joana Ferrer absolva alguém que humilhou e violentou física, verbal e emocionalmente uma mulher? Não devias ser cega também a preferências? Como é que deixas o desrespeito entrar nos tribunais, através de anfitriões TEUS, que se sentem no direito a ter tratamento diferenciado e preferências?

quando alguém, seja quem for, coloca o pesado ónus de evitar ser agredida ou violada, na vítima, está a subverter de uma maneira indelével toda e qualquer regra da convivência entre seres humanos e a manchar de sangue as mãos de todos nós. As vítimas são vítimas, sofreram como nunca imaginaremos, especialmente as vítimas de violência doméstica e, ao invés de serem defendidas por quem as deveria proteger e acolher, ainda são vilipendiadas com decisões destas.

O meu marido não me deixou: não deixou comprar; não deixou escolher; não deixou cortar (o cabelo); não deixou vestir. Ainda continuamos (nós mulheres) a pedir permissão até para gastar o nosso dinheiro. Aliás, o dinheiro das mulheres ainda é visto como dinheiro da casa, da família, sendo que o dos homens também o pode ser, mas não na totalidade. Antes que se ericem aí todos em altos gritos de que não é verdade, de que eu sou homem e o meu dinheiro vai todo para a família ou eu sou mulher e não peço autorização a ninguém para gastar o meu dinheiro, deixem-me que vos diga que não estou a falar de vocês, porque vocês não se me afiguram como uma maioria. Vocês são a exceção.

Os talibã proibiam as raparigas de ir à escola. Muitas pessoas, embora não estivessem de acordo, achavam que era mais seguro que as suas filhas ficassem em casa. Malala achava aquela situação injusta e escreveu isso mesmo na Internet. Gostava muito de ir à escola — por isso, um dia, disse na televisão: «A educação representa poder para as mulheres. Os talibã estão a fechar as escolas femininas porque não querem que as mulheres tenham poder.»
2143
PUB

Cada dia passado sem comer era uma vitória para mim, até que se tornou um vício este sentimento de controlo e esta sensação de poder. Desfoquei-me dos estudos. A anorexia passou a tomar conta de mim e tornou-se a minha melhor amiga. Media várias vezes por dia o diâmetro das minhas pernas e criava objetivos maiores do que os anteriores. Lembro-me de bater no meu estômago vazio para ver se ficava mais estreito. Queria ocupar o menor espaço possível.

Era uma vez, no Estado de Jhansi, na Índia, uma miúda que adorava lutar. Aprendeu autodefesa, arco e flechas, e esgrima. Levantava pesos, praticava luta livre e também era ótima cavaleira. Formou o seu próprio exército, com outras raparigas igualmente dadas às artes marciais.
2149

Fiquei estarrecida! Então não é que em pleno século XXI, depois de já termos conseguido o direito de voto, a independência da família, a autonomia financeira, a prática de uma qualquer profissão, o comando de empresas e até o comando de Estados Nação, enfim, a autodeterminação feminina, não devem ainda as mulheres confessar que estão romanticamente interessadas num homem, dizê-lo com frontalidade e cortejá-lo da mesma forma como habitualmente são namoradas pelos homens, porque “conquistar” é um papel masculino.

Apesar da imagem da mulher que injustamente acusa um homem de violação ser comum no imaginário popular, os estudos mostram que essa não é a realidade. Um estudo realizado nos EUA sobre denúncias falsas de violação (”False allegations of sexual assault: an analysis of 10 years of reported cases”) mostra que apenas 6% de todas as denúncias são falsas, e que, tendo em conta outros estudos realizados, se pode concluir que entre 2 a 10% das alegações são falsas (infelizmente a PSP não recolhe este tipo de estatísticas para Portugal).

Anália Torres, socióloga e feminista, herdou o nome da avó que lhe ensinou as coisas mais importantes que aprendeu na vida. Nesta entrevista ajuda-nos a perceber a origem das desigualdades entre homens e mulheres e o caminho a percorrer para que se dissipem. Um luxo e um prazer, ouvi-la.
4027

Entrevistas Destaques

  1. Porque te amas?
Amo-me já aceitei que não temos de ser perfeitas para sermos felizes.  
  1. Já qu...

ULTIMAS CRÓNICAS

andas agora, quando deixas que a Bárbara não veja o ex-marido condenado? Como é possível que permitas que a juíza Joana Ferrer absolva alguém que humilhou e violentou física, verbal e emocionalmente uma mulher? Não devias ser cega também a preferências? Como é que deixas o desrespeito entrar nos tribunais, através de anfitriões TEUS, que se sentem no direito a ter tratamento diferenciado e preferências?

quando alguém, seja quem for, coloca o pesado ónus de evitar ser agredida ou violada, na vítima, está a subverter de uma maneira indelével toda e qualquer regra da convivência entre seres humanos e a manchar de sangue as mãos de todos nós. As vítimas são vítimas, sofreram como nunca imaginaremos, especialmente as vítimas de violência doméstica e, ao invés de serem defendidas por quem as deveria proteger e acolher, ainda são vilipendiadas com decisões destas.

O meu marido não me deixou: não deixou comprar; não deixou escolher; não deixou cortar (o cabelo); não deixou vestir. Ainda continuamos (nós mulheres) a pedir permissão até para gastar o nosso dinheiro. Aliás, o dinheiro das mulheres ainda é visto como dinheiro da casa, da família, sendo que o dos homens também o pode ser, mas não na totalidade. Antes que se ericem aí todos em altos gritos de que não é verdade, de que eu sou homem e o meu dinheiro vai todo para a família ou eu sou mulher e não peço autorização a ninguém para gastar o meu dinheiro, deixem-me que vos diga que não estou a falar de vocês, porque vocês não se me afiguram como uma maioria. Vocês são a exceção.

Cada dia passado sem comer era uma vitória para mim, até que se tornou um vício este sentimento de controlo e esta sensação de poder. Desfoquei-me dos estudos. A anorexia passou a tomar conta de mim e tornou-se a minha melhor amiga. Media várias vezes por dia o diâmetro das minhas pernas e criava objetivos maiores do que os anteriores. Lembro-me de bater no meu estômago vazio para ver se ficava mais estreito. Queria ocupar o menor espaço possível.

Crónicas Destaque

Esperam que sejas magra. Atlética. Que corras todos os dias. Ou dia sim, dia não, vá. De depilação feita e unhas coloridas. Que faças bolos ao sábado. E que não tenhas as raízes do cabelo por fazer. Esperam que te comportes bem e que nunca bebas um copo a mais para não caíres em figuras ridículas. Que nunca sejas daquelas que urina entre dois carros, no meio do Cais do Sodré.

Voltou a olhar para mim, semicerrou os dentes e baixinho perguntou-me, pausadamente: “Com quantos gajos estiveste?”. Ele parecia furioso e eu fiquei com medo porque não sabia qual era, para ele, a resposta certa, mas arrisquei e respondi-lhe novamente, “Só contigo, Pedro. Conhecemo-nos pouco tempo depois de eu cá chegar”. Lembro-me de acordar no dia seguinte. Sentia dores no corpo todo, devia ser da ansiedade e daquela tensão. Já sabes que odeio discutir, sobretudo com ele. Tenho medo que se farte de mim...

A partir do momento em que viram o meu corpo inerte, ninguém perguntou onde estava o filho da puta que acabou com os meus sonhos, as minhas esperanças, a minha vida. Não, preferiram começar a fazer-me perguntas inúteis. A mim, podem imaginar? Uma morta, que não pode falar, que não se pode defender. Que roupa estava a usar? Porque é que estava sozinha? Porque é que uma mulher quer viajar sem companhia?

Carol perdoa-lhes: acham que podem opinar sobre o teu decote, sobre o teu peito. Acham que têm o direito de te dizer o que podes ou não vestir #nomeudecotemandoeu

Ultimos Artigos

Os talibã proibiam as raparigas de ir à escola. Muitas pessoas, embora não estivessem de acordo, achavam que era mais seguro que as suas filhas ficassem em casa. Malala achava aquela situação injusta e escreveu isso mesmo na Internet. Gostava muito de ir à escola — por isso, um dia, disse na televisão: «A educação representa poder para as mulheres. Os talibã estão a fechar as escolas femininas porque não querem que as mulheres tenham poder.»
2143

Era uma vez, no Estado de Jhansi, na Índia, uma miúda que adorava lutar. Aprendeu autodefesa, arco e flechas, e esgrima. Levantava pesos, praticava luta livre e também era ótima cavaleira. Formou o seu próprio exército, com outras raparigas igualmente dadas às artes marciais.
2149

Mas Kate acreditava que as mulheres deviam ter as mesma liberdade que os homens: liberdade de dizer o que pensavam, de votar em quem quisessem e de vestir roupa confortável. Um dia, levantou-se e declarou, «As mulheres devem poder votar. E devem deixar de usar espartilhos.» As pessoas ficaram chocadas, enraivecidas, e inspiradas pelas ideias novas e radicais de Kate.
2130

Artigos Mais Vistos

Esta história é real, faz doer o coração, faz-nos sentir vergonha alheia, vergonha de nós próprios e do mundo. Esta é uma história sem um final feliz. A personagem principal é Amanda Rodrigues, de 19 anos, que nunca chegará a festejar os 20 porque morreu no passado dia 17 de janeiro. Perdeu a vida porque queria que as pessoas gostassem dela.

Jovem, 25 anos, com mestrado, com licenciatura, com formação profissional, a frequentar pós-graduação, com experiência, extremamente motivada para pôr “as mãos à obra” e disposta a receber pouco por isso, até mesmo a ser um bocadinho explorada (mas atenção, nada de exageros!). Aparentemente são características que os empregadores procuram, certo?

do Autor/a da Criada Malcriada
14039