A ÚNICA CERTEZA por Elisabete Melo Coutinho

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Há alturas em que a pele se recolhe como uma noz, apenas porque sim, em que o medo assombra, o desencanto estarrece e os muros são altos demais. Em que as pernas falham e os silêncios gritam, e gritas de volta, mas nada responde. Há alturas em que respiras tudo como parte de uma tempestade de terra molhada que te acorda, quando pareces ter gelado por dentro embora sorrias, mas em que te sentes mais – mais cimento, mais pedra, mais certeza de que nada tem mais força do que o amanhã desse punhal que te parece abrir o peito aos temporais.

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