AOS VOLUNTÁRIOS DESTA VIDA

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Quando alguém decide fundar uma Associação de Apoio fá-lo porque há uma vontade visceral de mudar alguma coisa. Há uma necessidade, uma urgência, um chamamento, uma missão. O que lhe quiserem chamar. Mas HÁ alguma coisa que poucas pessoas conseguem compreender. Principalmente as pessoas mais próximas, que assistem a todo um trabalho, muitas vezes sem frutos visíveis e palpáveis, que assistem a uma inversão de prioridades, a um investimento pessoal, físico e financeiro, sem um retorno directo. Há coisas que não se conseguem explicar, que apenas é possível sentir! E não se explica a ninguém que se possa abdicar de horas de sono, após um dia de trabalho, para estar a trabalhar, só porque sim, numa causa em que se acredita. E explica-se menos ainda que alguém tenha forças suficientes para seguir esse caminho, mesmo quando é puxado para baixo, mesmo quando o que faz [genuína e voluntariamente] é criticado e apontado como insuficiente por muitos. Eu já desisti de explicar. Assim como já desisti de agradar a todos os que acompanham esse trabalho.

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