AS PIORES MARCAS SÃO AS QUE NÃO SE VEEM

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Quando se fala de violência doméstica e abuso, geralmente a nossa imaginação vê logo uma situação de casal em que, na maioria dos casos, o homem bate na mulher. Conseguimos imaginar toda a história, construir logo todo o enredo. Ver o casal feliz e respeitoso nos primeiros tempos de namoro, com um casamento bonito e romântico, e depois o novelo ir-se desfazendo aos poucos com o passar do tempo. Os primeiros gritos acontecem num dia em que ele está de cabeça quente por algum problema no trabalho, o primeiro safanão surge porque ela se distraiu e deixou queimar o jantar e ele estava a morrer de fome. Ele pede desculpa quando se acalma, explicando que não sabia onde tinha a cabeça, justificando-se com o stress, preocupações e responsabilidades que tem em cima de si. Promete-lhe que não voltará a acontecer. Diz-lhe que a ama. Ela sente-se na obrigação de ser compreensiva e plena de compaixão, acredita nas suas palavras e perdoa-o. Diz que também o ama e conforta-o dizendo que está ali para ele. E perdem-se no momento, acabando muitas vezes na cama a provar o seu amor um pelo outro, o que na verdade não passa de um acto sincero de entrega e confiança dela, mas que para ele é tido como uma recompensa e sinal de poder.

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