AUMENTAR A AUTO-ESTIMA DO TEU FILHO por Magda Gomes

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Créditos foto STIM

No primeiro texto que escrevi para a Maria Capaz contei-te que o meu objectivo é só um: ajudar-te a criar relações com vínculos fortes e cheias de significado.

E hoje vou falar-te do vínculo – dito assim parece que vai sair daqui um texto pesado mas “be not afraid my friend, trust you may”.

A qualidade da relação que desenvolves com o teu filho e aquela que ele desenvolve contigo é que é o vínculo. O vínculo é a coisa mais preciosa que tens com o teu filho. Um vínculo saudável e cheio de significado é mais de meio caminho andado para que ele tenha uma boa auto-estima e que a questão da autoridade e da obediência quase nem se coloque. Não acreditas? Achas exagero? Então continua a ler que eu vou explicar.

Quando os miúdos sentem que contam para os pais, quando percebem que são importantes na relação, que são “tidos e achados” – então vão concluir que têm valor e que são pessoas queridas. Desejadas. E quando sentimos que temos valor e que há quem nos aprecie [no caso concreto, os pais!] então a forma como a criança se têm em conta é diferente. E a auto-estima tem a ver também [consulta aqui este quadro para conheceres os pontos que fomentam uma auto-estima saudável] com o valor que a criança sente, em relação a ela própria, e essa noção melhora quando se sente amada e considerada pelos adultos mais importantes.

Por outro lado, a questão da obediência é uma falsa questão. E o que é que eu quero dizer com isto? Quero dizer que a autoridade parental não tem a ver com força e tem muito mais a ver com cooperação. Ora, ninguém coopera com ninguém, pelo menos de livre vontade, sem se sentir ligado. Vês agora onde entra a questão da qualidade do vínculo? É muito mais fácil, rápido e tranquilo o teu filho aceitar escutar-te e fazer aquilo que dizes, porque te quer ajudar, porque gosta de ti e de estar contigo, do que quando o queres levar à força.

Dito isto, como é que tu podes aumentar o vínculo com eles? Ou seja, como é que podes melhorar a qualidade da tua relação com os teus filhos?

 

1. Partilha

É a tua família, são os teus filhos. Partilha com eles histórias – não só aquelas sobre quando eras pequena mas também histórias do dia-a-dia.
“Hoje tenho mesmo de te contar a minha manhã! Parece que saiu de um filme, tu nem vais acreditar no que me aconteceu!” Diz-lhe isto com entusiasmo, com exagero, assim meio dramático – e vais ver que ele fica agarradinho ao que lhe vais contar!
E quando partilhas as tuas coisas, ele sente que tem valor na família e não é mais um. E porque se sente valorizado, também te vai contar as coisas dele porque vai ter vontade de as partilhar.

2. Brincar

Gozar, ser palhaço, não levar tudo tão a sério. Fazer o esforço [sim, por vezes é mesmo um esforço] para ver não o lado positivo da coisa mas a piada da situação. E quanto mais treinares mais percebes que afinal nem tudo pode ser levado tãooooo a sério!

 

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