CAROL, PERDOA-LHES. EL@S NÃO SABEM O QUE FAZEM

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Carol perdoa-lhes: acham que podem observar constantemente o teu corpo como se de um animal raro se tratasse.

Acham que o corpo é del@s não teu, percebes? Não compreendem a mulher feliz, livre e cheia de auto-estima que és. Isso dá-lhes cabo da cabeça.

Carol perdoa-lhes: acham que podem opinar sobre o teu decote, sobre o teu peito. Acham que têm o direito de te dizer o que podes ou não vestir #nomeudecotemandoeu

Nem sequer sabem que o que fazes (vestir o que queres sem qualquer complexo) é tão libertador  para outras mulheres e homens  que tal como tu, nasceram com Pectus Excavatum (deformidade do tórax e osso esterno caracterizada por uma depressão do esterno e costelas na frente do tórax).

Não sabem que casos  brandos desta deformação originam apenas um problema estético, mas nos mais graves, a deformidade pode provocar a falência de funções cardíacas e respiratórias.  Não é o teu caso. Não sabem que muitas pessoas que sofrem desta condição, especialmente jovens, sofrem de bullying social e evitam despir-se, ir à praia, usar decotes, etc.

El@s não sabem Carol, estão preocupados em julgar e em agredir. Não têm a tua grandeza. Ficam incomodados com a tua auto-estima.

Carol, perdoa-lhes: acham que o facto de trabalhares em televisão e de estares mais exposta lhes dá o direito de vomitar agressões e insultos.

Agora, querida Carol, aqui vai o que el@s também não sabem mas que tod@s nós que temos a alegria de te ter na nossa vida sabemos:

  • És uma mulher linda por dentro e por fora, com um sorriso que nos desarma pela sua malandrice.
  • És uma colega valorosa e solidária, sempre pronta a trabalhar, inteligente e despachada.
  • És uma atleta extraordinária que nos motiva a tod@s a treinar, pelo teu exemplo de saúde (uma determinação que nada tem a ver com vaidade, mas lá está… El@s não sabem).
  • És uma mãe muito presente, cheia de amor e de luz, convicta em educar crianças  fortes e independentes como tu.
  • És  consciente do privilégio  que tens por teres nascido numa família que te ama e te ajudará sempre que precisares, mas nem por isso deixas de te preocupar e de ajudar aqueles que, ao contrário de ti, nasceram com menos oportunidades.
  • Por isso Carol… perdoa–lhes, sim? Mas um dia destes… manda-@s  a tod@s à merda, pode ser?

E continua a ser forte e feliz como és.