COM QUANTOS GAJOS ESTIVESTE?

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Ele diz que ficou muito triste comigo e agora percebo porquê. Outro dia, eu estava a sair da faculdade com uns colegas meus e, como já não estávamos juntos há algum tempo, acabámos por ficar na conversa durante uns minutos. Nesse dia, o Pedro decidu fazer-me uma surpresa e foi-me buscar. Disse que não tinha gostado da forma como me viu à conversa com eles. Pareciam íntimos, disse. Mas nessa altura não me deu sequer hipótese de me justificar ou de os apresentar. Ouvi buzinar, e quando olhei, ele saiu do carro, veio na minha direção, agarrou-me no braço e empurrou-me para dentro. Estava com um ar zangado. Ainda barafustou para lá um bocadinho, mas eu tentei não responder e assim que consegui intervir, pedi-lhe desculpas e dei-lhe um beijinho. Queria por tudo que não ficássemos chateados. Não falámos nada até a casa. Quando chegámos ele pareceu-me mais calmo, embora não tenha dito uma palavra. Aproximou-se de mim e ficou-me a olhar. Comecei a ficar nervosa porque não sabia o que é que lhe ia na cabeça, nem o que é que aquilo poderia despoletar. Quis dizer-lhe alguma coisa, mas sentia a minha voz paralisada, por isso tentei sorrir-lhe para perceber se estávamos bem. Empurrou-me para cima da cama, sentou-se em cima de mim e disse “que se lixem os putos” e começou a despir-me. Ele dizia-me coisas despropositadas e olhava-me de uma forma estranha. De repente parou, olhou-me novamente e perguntou-me “com quantos deles” é que eu já tinha estado. Respondi-lhe “com ninguém”, visto que pouco tempo depois de chegar a Boston conheci o Pedro.

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