PORQUE CONTINUAMOS A RESPONSABILIZAR AS VÍTIMAS?

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Nas sessões de sensibilização que faço nas escolas, sempre que pergunto de quem é a responsabilidade do abuso, a resposta costuma ser: “de quem abusa”. No entanto, como as respostas às perguntas diretas nem sempre revelam as crenças delas e deles, costumo apresentar algumas situações fictícias. Normalmente, estas incluem uma rapariga que conhece um rapaz numa discoteca, que usa roupas e decotes provocantes, mete conversa com ele, entre outros pormenores. E quando repito a mesma pergunta, o cenário muda e a resposta já é: “a responsabilidade é dele, MAS…”.

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