“ARDEREI EM MILHÕES DE CORAÇÕES”

1722

SIMONE DE BEAUVOIR E O SEGUNDO SEXO

Rien nos limitait, rien ne nous définissait, rien ne nous assujettisait; nos liens avec le monde c’est nous que les créions; la liberté était notre substance meme (2)

Não me sinto como uma das suas discípulas, condição que implica demasiada docilidade, mas como uma das suas companheiras na luta pela busca da identidade intrínseca de cada um de nós, demanda árdua, em particular, para as mulheres (3)

No dia em que se assinala o trigésimo aniversário da morte de Simone de Beauvoir (09/01/1908 – 14/04/1986), celebramos a vida e a obra da escritora, filósofa e feminista francesa cujo nome, injustamente, o público primeiro reconhece como sendo o da companheira romântica do escritor Jean-Paul Sartre, e não como o da grande pensadora que ela foi. Festejamos hoje a inteligência, o espírito e a visão de Simone de Beauvoir que, à frente do seu tempo, confessando ter hesitado em escrever um livro sobre a mulher, antecipou tendências do pensamento sobre nós próprias, e marcou, de forma indelével, a acção e a teoria feministas – O presente não é um passado em potência, ele é o momento da escolha e da acção.

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