FELIZ NATAL, CAPAZES!

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Há Capazes que gostam do Natal, outras nem tanto. Capazes com mesas cheias de tudo (pessoas, bolos, e bacalhau) e Capazes na mais profunda solidão. Também há Capazes que a escolhem (a solidão) porque não lhes apetece aturar ninguém durante esta quadra… E assim são felizes.
Há Capazes que vão à missa do Galo e outras que não.
Há Capazes que se vestem de Pai Natal, de Mãe Natal, de Rena, Capazes que acreditam no menino Jesus e… lá está: há outras que não. Acreditam mais na menina!
Capazes sentadas à mesa (enfastiadas a ouvir o Tio António contar a mesma história de sempre) e Capazes que pedem ao Tio António para a contar, a história de sempre, só mais uma vez. Capazes que trazem o Feminismo para a mesa na consoada, porque já sabem que vai dar batatada da boa e elas gostam tanto! E Capazes que evitam os temas quentes para não arranjar sarilhos mas que mandam o Primo José levantar a mesinha “que não há cá privilégios machistas a chegar a 2016”.
Há Capazes com filhos cujos olhos brilham perto da meia-noite e Capazes sem eles, cujos olhos brilham com a mesma intensidade. Há Capazes com pais já muito velhinhos e Capazes já cheias de saudades deles.

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