ESTIMO QUE TE FODAS por Sofia Fonseca Costa

23017

Sempre fui a tua puta. Eu e tu sabemos disso.

Não por ter as pernas abertas à tua espera, mas porque os meus braços nunca se esgotaram para ti.
Puta emocional. É o que te sou. Sabes de cor o meu nome quando a vida te suga para baixo e rapidamente o esqueces quando a roda da fortuna gira, colocando-te no topo.
Tens mestria em silêncio. Preciso reconhecer-to.
Perdi-me na conta das vezes que os meus braços quase te abraçaram. Em que quase tudo parecia ser tão mágico como eu e a minha putice – que é tua – imaginámos que fosse.
Quase foste mais do que os outros todos, quando o real outro sempre foste tu.
Um dia, os meus braços tremeriam por não suportar mais esperar-te.
Não preciso de ti. Em abono da verdade, nunca precisei, mas a putice sempre me tramou.

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