FÉRIAS por Marta Elias

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Abro a custo os olhos embaciados e observo o raio de luz que entra pela cortina entreaberta. Tento perceber que horas serão: o raio que espreita é difuso. Das duas uma: ou é muito cedo ou temos um céu cheio de nuvens. Se a primeira hipótese me agrada bastante, da segunda não posso dizer o mesmo. Estamos de férias algures na costa alentejana onde não há rigorosamente nada para fazer exceto ir à praia. Se estiver mau tempo temos um problema grave: entreter 3 crianças num dia de chuva em nenhures. Ponho o ouvido à escuta. Nada. Nem um som. Se os miúdos ainda dormem então ainda deve ser de madrugada. Do meu lado direito o Pedro ressona. A teoria da hora volta a ganhar. Muito cedo ainda. Ao longe escuto o canto de um galo. Definitivamente devem ser umas sete da manhã. Perfeito. É hoje.

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