MAIOR E VACINADA

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Não é verdade que a ciência “ainda não tenha demonstrado” os benefícios da vacinação. Existem infindáveis estudos que o demonstram. Para quem é leiga, como eu, basta olharmos para evolução da taxa de mortalidade infantil (e adulta, olhando para a diminuição das doenças que podem ser evitadas por vacinação, como podem ver aqui) desde 1960 até hoje. Em 1960, a taxa de mortalidade infantil era de 77,5 permilagem (em cada 1000 nascimentos, o que, traduzido em miúdos, queria dizer que morriam cerca de 8 crianças em cada 100 nascimentos, e cerca de 1 criança em cada 10). Era uma espécie de lotaria de sobrevivência. Em 1965 foi criado o plano nacional de vacinação e, logo em 1970, a taxa já tinha descido para 55,5 permilagem. Em 1974, vacinas importantes foram adicionadas ao plano, entre elas a do Sarampo, e em 1987, o plano integrou a VASPR (vacina triplica contra o sarampo, a papeira e a rubéola). Em 2015, a nossa taxa de mortalidade infantil foi das mais baixas do mundo, apenas 2,9 permilagem. São excelentes notícias e devem deixar-nos gratos à ciência, à medicina, e à enorme colaboração das cidadãs e dos cidadãos portugueses que têm sustentado estes avanços, vacinando as suas crianças. Claro, continua a morrer-se muito em Portugal… Como é natural, já que tod@s vamos morrer um dia. O que a eliminação/redução drástica de doenças como o sarampo, a papeira, a poliomielite, a rubéola, ou a meningite, permite, é que vivamos mais tempo e com mais saúde.

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