MAIOR E VACINADA

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A vacinação é, também, de certo modo, uma espécie de jogo de roleta com rede. Trata-se de expor a criança ao vírus ou micróbio que provoca a doença, mas de um modo controlado (com rede), com a certeza de que não haverá danos maiores. E funciona melhor nas crianças, também porque muitas destas doenças (como o sarampo, a papeira ou a rubéola) são tão mais perigosas quanto mais velha for a pessoa que a contrai. O sarampo é relativamente grave para uma criança, mas torna-se bastante mais fatal para um adulto (não é por acaso que tínhamos a expressão “limpar o sarampo”).  O desprezo pela ciência é, nesta questão e sempre, uma manifestação de estupidez. Os pais que não vacinam as suas crianças não os estão a proteger mais. Estão a jogar à roleta russa sem rede. Estão a jogar com a sorte. É possível que os seus filhos nunca entrem em contacto com estas doenças em crianças, e nem mesmo mais tarde, como adultos. Mas, se tiverem o azar de, já em adultos, entrarem em contacto pela primeira vez com o sarampo ou a papeira, não vão ter defesas preparadas para reagir à doença, pelo que o risco de consequências graves ou de morte é exponencialmente maior.

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