MAIOR E VACINADA

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A “opção” de não vacinação numa criança saudável que podia ser vacinada é, assim, o resultado combinado de um bocadinho de estupidez, com um bocadinho de medo, com um bocadinho de egoísmo. Como admite Manuela Ferreira, mãe de uma criança não vacinada por opção, “se a minha filha tivesse nascido numa família com carências ou com más condições de higiene se calhar também a tinha vacinado”. O que esta mãe está a dizer – mal, com base num preconceito de classe e revelando o tal prejuízo inconsciente que associa a pobreza aos males do mundo – é que a “opção” de não vacinar a sua filha assentou, em muito, no contexto em que a filha vive. É porque a filha vive em Portugal, um país que tem uma taxa de vacinação superior a 95% da população, que a Manuela pode tomar esta “opção”. A Manuela sabe que, como em Portugal estamos quase tod@s vacinados e já praticamente erradicámos a maioria das doenças mais graves, que pode não vacinar a sua filha, já que o risco de contágio é muito baixo. Há aqui um fenómeno semelhante a utilizar, sem pagar, a internet do vizinho. A filha da Manuela não está vacinada, mas vai estando protegida porque eu vacinei a minha filha (eu e mais de 90% dos pais e mães portugueses).

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