O MAL-AMADO MUNDO DAS COMPARAÇÕES

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Não sei se já se deram conta do número de comparações que fazemos por ano, por mês, por dia, vá… já não pergunto por hora. O programa das comparações foi instalado em nós como se estivéssemos num supermercado a comparar os preços das batatas, das cebolas e dos frangos. Desde muito cedo, começamos a usar este programa e, pior, começam a usar este programa connosco. Somos comparados desde tenra idade, ao nível do nosso desenvolvimento motor, ao nível da linguagem, da maturidade, da forma como lidamos com as emoções, como andamos, como gatinhamos, como comemos. Chegamos à infância e somos mais uma vez comparados, tendo como base quem aprendeu o alfabeto mais cedo e o sabe de trás para a frente, ou quem consegue contar até 100. Na adolescência, acabamos por nos comparar com os nossos pares: se vestimos a mesma marca, a mesma camisola, obrigamos os nossos pais a comprar aquelas calças de ganga porque a amiga também tem, ou então aquele jogo, porque os meus amigos jogam e, se eu não jogar,  não sou respeitado pelo meu grupo. E continua o rol de comparações.

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