MAMAS. MAMAS. MAMAS

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Eu gosto de mamas.
Quer dizer, não é de todas as mamas mas especialmente das minhas, e também daquilo que as outras mamas simbolizam.
Nem todas as mulheres gostam de mamas, o que eu acho absolutamente legítimo, mas eu faço parte da percentagem de mulheres que gosta. Das minhas.
Até hoje, e tirando alguns minutos em que estava a ver o filme Carol, sempre fui absolutamente heterossexual, nunca tive vontade de tocar nas mamas das minhas amigas e o que me deixa a suspirar é um peito plano e cheio de pelos, mas gosto de mamas, das minhas e de saber da existência das outras.
As minhas mamas em toda a sua sumptuosidade deixam-me feliz. Quer dizer, já não são tão sumptuosas como isso, mas gosto delas na mesma. Na verdade, já com quarenta anos e alguns tratos de polé, há momentos (muitos), em que, ao espelho, lhes grito: Voltem, voltem! O chão não é o caminho! Para cima! Para cima é que é! – Mas são as minhas maminhas.
Como não sou dada ao “corta e cose”, a não ser por razões absolutamente inultrapassáveis, estas serão as minhas mamas por mais quarenta anos, ainda que a imagem se me possa afigurar um bocadinho arrepiante.
Somos aliadas. As minhas mamas já me deram muitas alegrias. Ninguém imagina. Pois… Dessas também.
Já me fizeram sentir linda, desejável, forte e fêmea. E sim, o facto de ser feminista não colide em nada com o gostar de ser mulher, de ser feliz como mulher e de ter vontade, algumas vezes, de ser allumeuse. O feminismo defende a igualdade para todos, por isso, quem gosta de ter mamas, gosta, e ninguém tem nada a ver com isso.
Ou se calhar tem. É que ultimamente, só vejo gente preocupada com o que cada um (ou uma) faz às mamas… Às próprias, está bom de ver.

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