MENOS CONVERSA, MAIS ACÇÃO

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Estou cansada. Este ano de #metoo foi um ano bom, mas um ano duro. Cheio de luta, o que é positivo, mas com menos conquistas do que seria desejável (vejam-se os acórdãos, vejam-se as caixas de comentários de jornais). Ao longo deste ano, renovei e perdi a minha esperança na humanidade várias vezes. Aproximei-me de pessoas que partilham os meus princípios e deparei-me com outras profundamente reaccionárias. Pelo caminho, li muito sobre a vida em sociedade, relações de poder e direitos humanos. Devorei, sublinhei e partilhei excelentes artigos e livros acerca dos dramas que assolam sobretudo as mulheres e as minorias, e que, inevitavelmente, afectam a comunidade por inteiro. Alguns de autores portugueses, mas sobretudo de autores estrangeiros. Verguei-me à inteligência e à eloquência de tanta gente tão capaz, e tentei amplificar a sua mensagem.

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