NÃO ME MISTURO COM GENTE ESQUISITA

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Olá, eu sou a Fá, tenho 30 anos, sou caucasiana (digo isto em público, embora na intimidade abrevie para branca), nem alta nem baixa (boa), nem gorda nem magra (boa), nem bonita nem feia (boa), nem muito inteligente nem muito estúpida (boa), apenas eu (boa), no meu esplendor de amor aos outros (boa), de compreensão do universo (brutal), de uma aura imaculada (que irradia), de um excelente posicionamento astral (vê-se a olho nu), de uma competência sem limite (boa) e com um coração tão grande que abarca o mundo como um todo (à vez, mas boa). Sou, por isso, contra todo e qualquer preconceito e amo os outros, como me ensinaram, como gostaria que me amassem a mim (acho que é assim a citação, mas não se pode ser boa em tudo: sou menos boa a decorar e não tenho vida para verificações. Sou repentista, improviso e acho isso bom). Eu sou assim, como diz a canção, eu nasci assim. Não sabem ao que me refiro, aprendam solfejo que isso passa mas nunca duvidem do meu espírito livre, contra a discriminação. Mas uma coisa é ser boa, outra é encontrar pessoas que não prestam, que incitam ao preconceito pelo simples facto de existirem. Não são boas e a culpa não é da Fá.

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