O SEGUNDO SEXO

544

 

Partindo da pergunta “o que é uma mulher?”, enunciada na introdução do livro, essa definição identitária que se impõe às mulheres, mas não aos homens, enquanto indivíduos, O Segundo Sexo começa por percorrer os caminhos que conduziram aos mitos sobre a feminilidade. Assim, na primeira parte (baseio-me na 2ª edição francesa, editada em 1976 pela Gallimard em 2 volumes) intitulada “Destino”, a autora aborda os contributos da biologia, da psicanálise, do materialismo histórico e da literatura para a criação de um modo de ser que define as mulheres colectivamente, não só anulando a sua individualidade, mas também privando-as da sua liberdade, uma questão central para a autora. A segunda parte, intitulada “A Experiência Vivida”, é dedicada ao modo como a sociedade treina as mulheres para o papel de mãe e esposa, desde a infância, e os limites que lhes são impostos no resto das suas vidas, marcadas pela fatalidade de um (único) percurso de vida.

Ler artigo completo ...