QUOTA PARTE por Miguel Vale de Almeida

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Imagem de Miguel Vale de Almeida

Maria-rapaz

Quando eu era miúdo, “maria-rapaz” era a Zé d’ “Os Cinco”. E as miúdas que, na vida real, eram como a Zé, tinham um estatuto especial, positivo, sobretudo num grupo de amigos (género propositado) e, claro, desde que não se prolongasse por muitos anos e não fossem lésbicas. Mas os miúdos – e é de rapazes que quero falar – que demonstrassem um comportamento simétrico do da Zé não eram “Zé-rapariga”. Não. Eram “maricas”. Merda. Ponto.

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