REFUGIADOS EM NÓS por Bárbara Alves da Costa

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Ela vira-se para o outro lado e fecha os olhos. Em Paz. “Que bom ter paz”. Penso.
Olhos de um azul hipnotizante, toda ela cheira a mar, a liberdade. Cheira a pés descalços e a uma vida cheia de histórias. Não tem um metro mas tem a altura de uma menina grande, mulher que se adivinha de garra. Já se percebe que fará a diferença – alguma coisa ando a fazer bem – sorrio.
Loira, branca, que mais parece filha de imigrantes, de outro canto do mundo… mas não é. É minha. Esta e outra.  De dez anos. Igualmente loira. Igualmente  livre. De preconceitos. Respiram vida. Felizes. Respiram mundo. Poucas vezes se calam mas hoje foi o dia.  Hoje calaram-se ao pequeno-almoço. Foi assim que chegámos a este ponto. A mãe, morena, eu.  Aqui. À cama. A este texto.

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