SOBRE A (IN)EXISTÊNCIA DE SER REFUGIAD@

254

Kuala Lumpur, Malásia
30/12/2016

             “O teu pai?
            O meu pai morreu…”

 A humidade era sufocante. Entupia as janelas e as frinchas das portas, e escorria pelas paredes como tinta que não seca. Sobre a secretária acumulavam-se um ressequido langsat, um punhado de post-its amarelecidos e um pisa-papéis que trouxera de Georgetown. No silêncio do escritório, as paredes encolhiam-se… Os seus olhos não viam o que viam, e o que viam rodeava-a de forma impalpável, acelerando-lhe o coração. A culpa…

Ler artigo completo ...