TALK DIRTY TO ME

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Antes de começar, aviso que este texto deveria vir acompanhado por uma bolinha vermelha no canto superior direito e que não é adequado a audiências menores de idade.

Talk dirty to me é o título de uma música. Não recomendo a audição, quer dizer, também não desaconselho, a não ser que tenham menos que 18 anos, porque está repleta de linguagem “indecente” (não ignorem as aspas). E é especificamente dessa linguagem que eu gostaria de falar. Por que é que sexo, violência e sujidade estão tantas vezes relacionados? O nosso vocabulário sexual é deveras limitado o que, inevitavelmente, leva a práticas limitadas. Não estou a falar das práticas sexuais em si, essas são tão limitadas quanto cada um quiser, estou a falar do universo mental que as acompanha. Como podemos encarar a prática sexual como saudável ou libertadora quando vem acompanhada de palavras tão agressivas? Já repararam que “vou-te f*der” pode ser entendido como uma ameaça grave ou como algo pelo que ansiar? O mesmo se passa com outros termos do nosso vernáculo: “vai pró car*lho” é outro exemplo que encaixa na mesma categoria acima referida: insulto ou desejo sincero que me divirta?

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