TENTATIVA DE VIOLAÇÃO

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Tu sabes como sais de casa, mas não sabes como vais chegar. Esta frase nunca fez tanto sentido na minha vida como tem feito nestes últimos 6/7 anos.

Eu tinha uns 13 anos, era uma rapariga inocente que vivia num mundo cor-de-rosa. Uma rapariga que com 13 anos ainda não tinha dado sequer um beijo na boca e que não sentia necessidade disso ainda.
1 de Dezembro de 2009… uma data que, por mais anos que passem, não conseguirei esquecer.
Fui passear o meu animal de estimação,  como sempre fazia. Não me ausentei muito de casa mas sentia-me a ser vigiada. Aquela ruela não tinha muito movimento, ótima para passear o cão sem o ter acorrentado.  Mal eu imaginava o que se ia passar.
Um homem entroncado, com um olhar de ruindade apareceu do nada. Eu achei estranho, mas deixei-me estar no meu canto. Até que de repente ele me agarrou. Eu tentei defender-me,  sapateando-o, mordendo-o, gritando. Ele tapou-me a boca e mandou um pontapé ao meu cão. Arrastou-me até ao pinhal que tinha nessa mesma ruela. A minha aflição era tanta que estava a custar-me respirar. Ele rasgou as minhas meias. Levantou-me as meias e puxou a cueca para o lado. Inserindo aqueles dedos sujos na minha genitália enquanto derramava lágrimas. Mais uma vez tentei defender-me e ele deu-me um estalo enorme. Parece que foi por Deus que me deu uma força enquanto ele desapertava as calças para lhe dar um pontapé e fugir. Não para muito longe mas para um canto onde estava protegida até ter noção que ele se tinha ido embora.
As horas passaram,  e deram pela minha falta em casa. Eu tinha receio de voltar a casa. Não era receio de contar o que passou. Eu não queria ver a minha mãe sofrer com esta situação. Mas apareci e não tinha como esconder a razão de estar naquele estado. E aquilo que temia aconteceu.  A minha mãe sentiu-se mal. Chorámos juntas. E fomos de imediato à polícia. Foi horrível. Tão novinha e a expor-me daquela maneira. Fez-se o que tinha de ser feito. Tudo foi investigado. Mas nada apagou a dor que sinto. Nada apagou aquilo que se passou. Nada secou as lágrimas derramadas. Aqueles minutos pareceram horas. Entrei em depressão. Tinha vontade de desaparecer. Tinha vergonha de sair à rua.

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