UM LABIRINTO SÓ PARA MENINAS

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O que vende muito é bom? Começaria cautelosamente por responder “nem sempre”.

É fácil cairmos na falácia de associar vendas expressivas a qualidade em qualquer tipo de produto, até mesmo quando falamos de livros, mas se um adulto é totalmente livre para fazer as suas opções de compra numa qualquer livraria, preferindo “A verdade do Amor” do Gustavo Santos ao “Pianista de Hotel” do Rodrigo Guedes de Carvalho, já quando falamos de livros didáticos para crianças, a conversa é outra. E porquê? Porque, apesar de também saberem fazer as suas escolhas e influenciarem a compra, as crianças são pequenas esponjas que absorvem tudo o que leem, o que, em teoria, deveria levar um adulto consciente a analisar as mensagens e o conteúdo do livro com algum cuidado antes de decidir comprá-lo. Mas há algo bem mais importante: a responsabilidade de quem lança para o mercado livros que tenham como destinatários as crianças.

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