TRANSFORMAÇÃO por Rute Duarte

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Escrever sobre nós mesmos não será de todo o exercício mais fácil de ser feito. Não sei como hei-de começar a escrever aquilo que sei de cor: esta parte da minha vida que foi e é a minha transformação física. Aquilo que me permite estar aqui hoje a escrever-vos.

Se eu retroceder cinco anos posso garantir-vos que nem nos meus sonhos mais íntimos imaginei que a minha vida mudaria tanto, porque quando o corpo muda a vida vai por arrasto. Sendo eu uma pessoa tão ligada ao conteúdo de cada um vejo com admiração que afinal foi a minha mente que me permitiu mudar o meu corpo mas foi o meu corpo que mudou toda a minha vida. Apresentando-me um mundo de possibilidades que me têm levado a lugares, experiências e pessoas.

Vamos até Fevereiro de 2011, quando eu, cansada de ser uma mulher com excesso peso, resolvo mudar de figura física. Como eu me desprendi de toda e qualquer desculpa para finalmente o fazer. Aquele momento do qual eu já falei tantas vezes, em que me olho ao espelho numa confrontação comigo mesma e me apercebo que o meu reflexo não traduzia o meu interior. Foi ali naqueles segundos que decidi mudar. Sem por um único momento olhar para trás. Não me senti assustada com o facto do meu corpo já ter passado por três gravidezes e nem por todas as oscilações de peso inerentes a isso às tantas dietas que já tinha feito. Não, o medo foi uma das emoções a ser excluída da minha equação. As tantas dietas que tinha feito permitiram-me retirar o que eu achei que me fazia engordar da minha alimentação, fiz muitas caminhadas e algum ginásio.

 

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