AINDA O MOONLIGHT

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Moonlight, com um elenco só de «minorias» que são a maioria no filme, não é sobre racismo interpessoal mas sobre racismo estrutural expresso em escolas repletas de vidas encurtadas que não têm oportunidade de existir, apenas de sobreviver, e cuja expectativa de trabalho (job) passa por não esperar alcançar sonhos ditos a medo e famílias retorcidas entre dificuldades férteis e sentimentos que lutam contra a aridez. Little encontra em Juan e em Teresa (que insiste em chamá-lo pelo nome próprio e acolhê-lo no matter what) um lugar para estar com dignidade e em sossego, afinal um tempo precioso para “ser”, quando em todo o lado ele só quer desaparecer.

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