CONDENADOS, A JUSTIÇA TAMBÉM PODE ERRAR

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SINOPSE

Tiago Palma estava convicto de que iria ser absolvido. Tanto que, no dia da leitura da
sentença, levou um saco de ginástica para o tribunal, pois planeava ir treinar logo a seguir.  Os planos saíram-lhe tragicamente furados: foi condenado a 18 anos de prisão porque teria integrado um grupo de skinheads que espancou um homem até à morte. Porém, escrutinando as provas, a verdade é que ele só foi condenado porque não conseguiu explicar qual o percurso que fez na noite do crime. Ou seja, por não conseguir provar que estava inocente. Andreany Vaz também foi condenado por homicídio, juntamente com outros quatro rapazes. Duas testemunhas oculares disseram que disparara sobre a vítima. Contudo, os implicados frisaram que ele não participara no crime e nem sequer estivera no local; um deles assinou duas cartas-confissão e, numa entrevista televisiva, confessou a autoria do homicídio. Nada disso foi suficiente para garantir a sua absolvição, nem ao menos para que o caso fosse reaberto. Em Condenados, A justiça também pode errar revela-se uma justiça que nem sempre prende e condena os verdadeiros culpados. Nalgumas situações há pistas que não foram devidamente exploradas e noutras decisões que nos deixam perplexos. Numa dezena de casos, que vão do roubo ao homicídio e ao abuso sexual, a autora Sofia Pinto Coelho, uma das jornalistas mais experientes e prestigiadas da televisão portuguesa, parte das vidas de gente que ela crê ter sido condenada sem provas seguras para uma reflexão dura, mas necessária, sobre o nosso aparelho judicial, que parece sempre resistir a assumir os seus erros.

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