SUPONHAMOS O TERROR

1976

Suponhamos que entre os 3 e os 4 anos o seu filho foi vítima de abusos sexuais. Vários. Desde sexo oral a masturbação, tentativas de penetração e várias outras práticas. Os perpetradores foram duas pessoas, uma das quais é o progenitor da criança. Suponhamos que você só se apercebeu disso num dia em que a criança chegou a casa com sangue no pénis após ter passado uma tarde com o pai. Quando a sua criança lhe conta o que acontecia (e foi muito difícil contar, pois ao contrário do que pensam os Tribunais, as crianças não são pequenos robots em que se toca num botão e sai discurso). Suponhamos que você quase nem acredita. Não acredita porque ninguém está preparado para ouvir isto, não quer acreditar, não quer pensar que foi capaz de ser cega, não quer crer que existem monstros tão cruéis, e, talvez mais do que tudo, não quer pensar que foi incapaz de proteger um filho do maior terror que no mundo pode acontecer.

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