Sofia Fonseca Costa - resultado da pesquisa

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Releio a letra da música inúmeras vezes porque não quero crer que em 2015 – o futuro, segundo dizem os filmes já antigos - isto passe na rádio. A determinada altura quero mesmo acreditar que sou eu que já vejo machismo impregnado em todo lado, e que se trata precisamente do contrário. Sim, porque a Laurinha, segundo a canção, é toda decidida, manda na dinâmica da escola e ainda opina sobre o estado a que chegou o país. Quero mesmo acreditar que é um aviso às Laurinhas, que não se deixem levar pelo destino que Deus lhes deu, ou acabam na mesma condição das suas mães.

Dizem que os 30 são os novos 20, e os 40 os novos 20, será cliché? Não sei. Mas o que é certo é que a idade é só um número. A idade não diz o que somos. A idade não importa. Evidente que amadurecemos com a idade, mas no sentido de nos tornamos melhores. Mais maduros, mais adultos, mas se quisermos ter uma criança dentro de nós podemos ter, não há mal nenhum.

Dei as boas vindas a este novo capítulo, certa de que não sou, de todo, a mesma pessoa que era aos 21. Certa de que também não quero ser a de 31. Certa de que me irei encontrar, de que irei encontrar as respostas aos meus porquês. Certa de que serei feliz, tal como o sou hoje, mas de forma diferente. Porque aos 31 sabemos uma coisa que não sabíamos aos 21: o tempo passa tão depressa que não há tempo para baixar os braços. Voltamos a falar aos 41.

    Foda-se. É um mundo de homens. Entro no A320 e conto, mentalmente, o numero de homens e mulheres a viajar em executiva. Incluindo a...

EDITORIAL – Desejos para 2015
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