Sofia Fonseca Costa - resultado da pesquisa

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Sofia Zambujo é licenciada em Design de Interiores e Mestra em Design de ambiente. Divide o seu tempo entre projectos desta área e projectos de ilustração. Gosta de desenhar sobretudo o ser humano. É a autora do projecto Etnias - Ideias e Preconceitos, que visa combater o racismo. www.etnias.pt

"Não acha estranho viver numa casa com o seu marido, os seus dois filhos e a avó paterna, e nenhum deles ter alguma vez presenciado qualquer episódio de violência doméstica?". Perde novamente qualquer expressão facial. "Eu escondia, eu não queria que os meus filhos soubessem que a mãe era uma fraca". Ninguém a desmente. Ninguém lhe diz que não era ela que era fraca. Fica apenas um silêncio constrangedor que ensombra toda a sala de audiência.

É certo que as tragédias podem acontecer independentemente da diligência que se dispense ao caso. Não há dúvida quanto a isso. Mas também não há dúvida quanto a não haver dúvida de que isso é o normal. Ou seja, o normal é envidar todos os cuidados possíveis para que uma determinada situação de perigo cesse. Quando não é dispensada a diligência adequada, fica sempre a dúvida sobre se uma tragédia poderia ter sido evitada.

Só passaram 3 dias? Não, já passaram 18 anos! 18 anos desde o teu primeiro choro, aquele que me disse que a minha vida tinha mudado para sempre, que me deu a maior responsabilidade que um ser humano pode ter. Trazer um filho ao mundo, criá-lo, protegê-lo, educá-lo, amá-lo. Esta é a mais bela história de amor.

“O meu trabalho na Amnistia é voluntário. Não há recompensa monetária, há responsabilidade, sobretudo quando somos jovens e temos de conquistar as coisas pelo dobro”, explica. O feitiço virou-se contra o feiticeiro. Susana era uma ávida crítica da desigualdade de género na liderança de organizações: continua a achar que um homem mais velho e de barba é encarado com mais seriedade do que uma jovem. No entanto, a mudança dos tempos aconteceu consigo e em Portugal.

Em cada pequeno gesto que praticares, parte para a mudança. Com cada palavra, torna-te a mudança. Valoriza o que já é teu e luta pelo que tem de ser teu. Não te dês por satisfeita. Somos muito mais do que dizem que somos. Merecemos muito mais do que realmente temos. E somos essenciais. Lembra-te disso. És essencial.

O mundo não é justo e todos sabemos disso. Tantas mulheres a querer engravidar sem conseguir e outras tantas a conseguir sem o querer. As primeiras davam tudo para estar no lugar das segundas. Ver duas riscas num pedaço de plástico. Escutar o que parece um comboio a passar na primeira vez que se pode ouvir o bater do coração do embrião.

Homens que abortam são todos aqueles que se esquecem dos filhos, que abafam a parentalidade, colocando-a no último lugar das suas prioridades, homens que não são presentes, que conseguem resumir a parentalidade à obrigação legal do pagamento de uma pensão de alimentos (quando aplicável).

"Aquela ali faz tudo para dar nas vistas", " Ela só está bem porque se casou com um homem rico", "coitada, é uma fútil, sabe lá o que é a vida", "Foi passar um fim de semana fora, deixou os filhos com os avós, enfim… que rica mãe!" Quantas vezes já ouvimos comentários depreciativos deste género? Pasme-se: comentários, na sua maioria, vindos de mulheres. Mulheres que criticam outras mulheres. Mulheres que canalizam as suas frustrações para outras mulheres.

Há muito a mania de se pensar que os jornais com notícias e artigos importantes são para os homens e as revistas com conteúdos sobre telenovelas e mexericos são para as mulheres. Não sei se somos nós que contribuímos para esse tipo de revistas ou se aquelas que as compram não estão familiarizadas com mais nada.
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