Sofia Fonseca Costa - resultado da pesquisa

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As mulheres continuam a dedicar o triplo do tempo a cuidar de terceiros e a realizar tarefas domésticas, comparativamente com os homens, sendo que, em alguns casos, acabam por desistir das suas carreiras profissionais. Infelizmente, mesmo aquelas que permanecem no mercado de trabalho continuam a auferir um rendimento médio bastante inferior ao dos homens.

Depois veio o vazio, o nada, o ir para casa sem te ter nos braços... Foi duro, muito duro. É nesta fase que vêm os porquês: porquê a mim, porquê assim, o que foi que eu fiz mal, a culpa é minha, não cuidei de ti... Caí no mais fundo dos buracos, a alegria deixou-me sozinha por alguns tempos. Era sobreviver e não viver o que eu fazia.


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"Os teus braços são tão grossos como as minhas pernas.", "Vestes-te de maneira muito esquisita.". Ouvi isto tudo e ainda mais durante muito tempo. E cheguei a acreditar em cada letra. Uma a uma. Quase definhando sem o dizer a ninguém. Afastei-me. Tornei-me o bicho-do-mato que me descreviam. As minhas amigas todas namoravam, menos eu. Todas iam a sítios novos com pessoas giras, menos eu. Todas conheciam meio mundo, menos eu. Menos eu, em tudo. Havia saldo negativo de mim em mim mesma.

Vou mandá-la. Nada faria mais sentido este ano, que nos mudámos para a vida no campo. 28 dias para fora. Do país. Sem telemóvel. Sem um único contacto para casa. Numa missão de paz. Para um país que ainda não sei qual é... Já lá chegaremos. Perguntam-me se estarei louca…

A Meninos do Mundo- Associação, em parceria com o Museu do Teatro e da Dança, levará a cabo uma exposição, na qual pretende lançar um olhar sobre as crianças refugiadas: Sentir, pensar e AGIR. A exposição contará com ilustrações de Sofia Lança Zambujo e com a participação de muitas crianças das nossas escolas. Dia 14 de Abril, pelas 16h30, realizar-se-á uma conferência sobre o tema, com diversos convidados, no auditório do Museu do Teatro e da Dança.

Ela com a voz baixinha, para que ninguém ouvisse, diz: - Queria, por favor, uma dose de amor-próprio! Ele dá uma gargalhada, mas rapidamente se recompõe. Afinal estava a trabalhar e tinha de ser profissional. Responde: - Desculpe, mas isso é o nome de algum livro? Como assim, uma dose de amor-próprio!?

Sofia Zambujo é licenciada em Design de Interiores e Mestra em Design de ambiente. Divide o seu tempo entre projectos desta área e projectos de ilustração. Gosta de desenhar sobretudo o ser humano. É a autora do projecto Etnias - Ideias e Preconceitos, que visa combater o racismo. www.etnias.pt

"Não acha estranho viver numa casa com o seu marido, os seus dois filhos e a avó paterna, e nenhum deles ter alguma vez presenciado qualquer episódio de violência doméstica?". Perde novamente qualquer expressão facial. "Eu escondia, eu não queria que os meus filhos soubessem que a mãe era uma fraca". Ninguém a desmente. Ninguém lhe diz que não era ela que era fraca. Fica apenas um silêncio constrangedor que ensombra toda a sala de audiência.

É certo que as tragédias podem acontecer independentemente da diligência que se dispense ao caso. Não há dúvida quanto a isso. Mas também não há dúvida quanto a não haver dúvida de que isso é o normal. Ou seja, o normal é envidar todos os cuidados possíveis para que uma determinada situação de perigo cesse. Quando não é dispensada a diligência adequada, fica sempre a dúvida sobre se uma tragédia poderia ter sido evitada.

Só passaram 3 dias? Não, já passaram 18 anos! 18 anos desde o teu primeiro choro, aquele que me disse que a minha vida tinha mudado para sempre, que me deu a maior responsabilidade que um ser humano pode ter. Trazer um filho ao mundo, criá-lo, protegê-lo, educá-lo, amá-lo. Esta é a mais bela história de amor.
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